domingo, 28 de dezembro de 2008

Um balanço de 2008


O ano se esgota. Chega mancando para uns, se arrastando para outros. Que ano. Que ano...

Não sou pessimista e nem gosto de encarar as dificuldades vencidas. Mas preciso admitir. A vontade de parar o ônibus e descer na primeira estação foi constante e tentadora. Chegamos, porém, no bota fora de 2008 e não sei quanto a vocês: mas a vontade de vencer está maior. A fome de conquistas, sucesso e prosperidade está enorme.
Depois de chegar de uma batalha sofrida, sobrevivente, me fez aumentar o brilho nos olhos. Enxergar o elixir da vida.
Que venha 2009! Quero cada suco deste ano, aumentar a rede social, mergulhar de vez na docência e consultoria, cuidar do corpo, cuidar do espírito, cuidar do coração.

Sempre desejo aos meus companheiros de aventura, bons sapatos para o futuro, pois há muito chão para andar e muita sola para gastar.

Mas acredito que estou no caminho certo. E como posso garantir isso?
Se estou aqui, cheio de arranhões deste ano, mas feliz e com fôlego para continuar, é porque estou na direção certa.

Espero que todos encontrem os seus caminhos e vamos trilhar juntos esta aventura épica , misteriosa e real chamada vida.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

divagações de fim de ano

"Me interessa o futuro porque é onde vou passar o resto da minha vida". - Woddy Allen



Fui acordado hoje por uma risada no quarto do lado.
Uma gargalhada dupla. Meus pais riam desesperadamente lembrando das brincadeiras de infância. Eu com olhos remelados levantei sorrateiramente e fui para o quarto do lado. Deitei-me om eles e rimos mais um pouco.
Como seria bom se todas manhãs pudesse ser assim.
E uma voz da alma me indagou: por que não?

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Basta de poesias brancas e parnasianas.
Dê-me quimeras, inflação e política.
Não quero bebidas cristalinas e sem sal.
Dê-me goles de cachaça pra fazer o mundo rodar
A vida fede e minha poesia está começando a estragar.
BASTA POUCO PRA ELA VOLTAR AO MERCADO.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Cesta da Canção- Epitáfio

Existem blogs fantásticos. Às vezes me pego navegando como um marujo de primeira viagem embasbacado com as belezas que são descritas. Apesar de ser um velho lobo do mar com cerca de 12 blogs, sites e fóruns que já passaram por mim, fico cada vez mais perplexo quando textos e imagens me desarmam e me deixam horas e horas lá hipnotizado.
Mare escreveu um texto sobre fechar ciclos e recomeçar. Sabe aquele texto que cai perfeitamente na sua vida como se você tivesse encomendado? Estava lá. Em seu blog Metade Repleto. Fiquei lendo o texto, sugando cada palavra, cada sentimento. A certeza de que as coisas não são eternas; a verdadeira face da vida; a necessidade de se transformar.
E por falar em palavras poéticas, impossível não ir visitar o blog da Paty Augusto e se deliciar com a série cores que ela está fazendo. Os textos profundos , as imagens intensas.

São sobre essas coisas que a cesta da canção queria falar hoje.
É um hino a quem está nascendo; uma memória póstuma aos que já se foram e um aviso aos que estão vivos. Devemos viver melhor. A última cesta da canção do ano é epitáfio no grupo Harmonicanto que a minha tia Cássia é idealizadora. Deslumbrem essas crianças maravilhosas na voz e instrumentos... Colocando a música aonde ela sempre deve estar: no coração!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Tristeza, deixo-te para trás

"Lágrimas ainda caem. E vão cair muito. Mas não é tristeza. É saudade das histórias e dos momentos que se eternizam. E ficam no baú da memória pra gente sempre consultar, lembrar e voltar. Mas tristeza? Deixo-te para trás"

Obrigado pelo afeto de todos que acompanham esse blog!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Mais um tombo!


Chega de textos carregados de dor e lágrimas. Essa é minha máxima sempre que volto ao blog. Mas esse espaço fala da vida e certamente se só houvesse fatos bons e risonhos, o sentido da vida seria muito chato.

Além disso, seria cínico não expressar aqui os dois dias lacrimejados pelo velório de minha querida vózinha que nos deixou na manhã de ontem. Foi-se dormindo. Depois de um sofrimento de mais de 2 anos. Mas foi-se. E é só no fechar o caixão, no andar pelo cemitério, e no fechar da cova que realmente a ficha caiu: Morreu uma pessoa que me apoiou do início ao fim. Uma segunda mãe.

Realmente não podia deixar de citar este acontecimento. Esse ano teve momentos gloriosos e de pura trevas. 2009, por favor, te imploro: antes de entrar conheça a teoria do equilíbrio... Yin Yang não faz mal a ninguém.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

moça branca vem pra roda - parte II


Moça branca entrou na roda
Entrou na roda pra me acalmar.
Joga pipoca, polvilho e guaraná
Moça branca que com saia de filó, já deixou o seu aviso e o seu ombro “preu” chorar.
Moça, mas que roupa, que vestido vão escolher?
Moça Branca escolhe o vestido dos pêsames e abre o braço pra me afagar.
Joga pipoca, deixa correr que eu quero festa no entardecer.
No final, todos sabem pra aonde ir. Tudo segue como deve ser.
A moça se ajoelha e eclode um mantra.
É trabalho pra fazer,com a saia de filó
Joga a pipoca, moça branca.
Mas deixa o ombro, pra “mode” nós chorar.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Em busca do beijo







Buscava um beijo. Não para beijar. Só para ver.
Por onde anadava só via gente séria. Gente feia. Gente careta. Ocupados demais com a queda da bolsa de valores; fúteis demais falando das novas tendências da Lui Vitton e Channel; fumantes demais; nerds demais; quadrados demais.

Queria um pouco de alcool; um pouco de sexo. Não para beber e nem para transar. Só pra ver. Um lugar boêmio, erótico, quase vulgar.

Queria escutar os risos escandalosos, as cantadas baratas. Ver os beijos babados, mal dados e claro: os beijos de verdade!

Queria entrar neste ambiente. E ficar invisível. Pra não dar chance de ser abordado. Ou de atrapalhar e de intimidar. Queria ser todo olhos e todo ouvidos. Para observar todas as direções; para pescar cada detalhe. E não perder nenhum beijo de canto de boca, nenhum selinho, nenhum olhar e nenhuma mão boba embaixo da mesa.

E assim se completaria. Sem fazer nada, sem participar. Ficaria longe das bolsas. Seja a dos pregões ou dos grandes artesões. Ficaria longe dos papos cinzas e sem importância. Ficaria feliz. Ficaria completo.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Pequeno príncipe

Recebi de um grande amiga, Fernanda Micelli, um texto que me tocou muito.

Quem quiser na íntegra, me mande um comentário ou um e-mail que eu repasso.

Ele faz uma análise e descrição sobre o Pequeno Príncipe. Mas no final, ele termina com uma mensagem que repasso a vocês.


"O essencial é invisível para os olhos. Foi o tempo que perdestes com tua rosa que a fez tão importante. Os homens esqueceram essa verdade, mas tu não a deves esquecer: Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Nós somos responsáveis por cada um que cativamos, pelo tempo que passamos juntos, pelas dificuldades que enfrentamos e pelos momentos de alegria. Os professores são responsáveis por aquilo que somos hoje profissionalmente, e os amigos responsáveis pelas lembranças que temos e por tudo que passamos. É com muita gratidão que dizemos aos nossos amigos: Somos felizes por termos sido cativados por vocês e por ter tido a oportunidade dizer que tudo isso é inesquecível para todos nós. Nossos laços também serão eternos”.

domingo, 23 de novembro de 2008

beijo fosfórico?

Ontem beijei uma menina. 4 selinhos, 2 de língua, uma pegada mais forte e só. Segundo ela, a gente não ficou. Simplesmente nos beijamos. Como estava um pouco alterado das cervejinhas que tomávamos a tarde toda, não retruquei. Simplesmente peguei a pelo queixo com uma mão na cintura e a beijei mais uma vez. Dessa vez de língua. Ela disse que continuava sendo beijo. A gente se despediu e eu voltei nas minhas divagações. Qual a diferença de beijar com a boca e com a alma?

Vejo os jovens. Cada vez mais descartáveis. Fazendo rodas de cigarro, de drogas, de sexo. Nada contra. Nada a favor. Só me pergunto, se as emoções morreram ou se transformam em explosões sentimentais etéreas? Lembro-me de Marx: “Tudo que é sólido desmancha no ar”. A fumaça da hipocrisia me consome, me molda, me destrói. Hoje estamos comprando sexo pela Internet. Amanhã, quem sabe? Estaremos comprando prazeres. Na promoção, no desconto, na gratuidade do frete.

Será que meu beijo foi consumido pela sociedade fast Food? Tornei-me uma metralhadora de paint ball cujo alvo é indefinido e machuca todos os cantos? Será que deixei a sentimentalidade adormecida nos chats?
Fiquei com isso na cabeça e quase não dormi.
Ou eu volto a ficar ou eu tenho que mudar todas as minhas concepções.
Beijo pelo beijo , nunca mais!

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

cesta da canção-Imagine

Você pode dizer que eu sou um sonhador. mas eu não sou o único.

John Lennon escreveu alguns hinos para humanidade e esse com certeza é um dos mais lindos.
Queria convidar meus leitores ( os 3, que seja!) que abrissem o vídeo e vissem com o coração.
Ainda é possível viver em um mundo melhor.
Alguns vão dizer que sou um sonhador... E eu vou respirar fundo e dizer: Ainda bem que está dando pra notar!
Boa semana a todos!


segunda-feira, 10 de novembro de 2008

só pra frisar

esse blog não é político, mas o autor é. E isso pode causar algumas interferências mas são para uma boa causa. Sendo que a boa causa é para mim e novamente estou sendo extremamente controverso.
Mas o que quero dizer é que o Obama ganhou.
Pronto era só isso e mais nada.
Não vou defendê-lo, nem santificá-lo, nem nada do tipo.
Só vou dizer que o americano me surpreendeu. Elegeu um caminho que pode trazer luz, que pode trazer mudanças, que pode ser pelo menos diferente que já é uma boa coisa.
Sei que estou colocando minha opinião política. Sei que o blog não é politico.
Mas fazer o que?
EUA mudou, talvez o blog mude....

domingo, 2 de novembro de 2008

Página virada

A vida é um livro e tem capítulos que queríamos que pudessem ser arrancados de nossos livros-vida. Mas não dá. São fundamentais, todos os momentos para a construção da nossa obra-prima, do nosso best-seller.
Apesar de aceitar esta idéia, concordo que às vezes temos que virar a página. Tem certos fatos que nos faz chorar, ficar deprimido e murchar. E acho importante que eles existam, porém uma hora, o luto tem que acabar.
Este blog volta à luz depois de um momento de paz do autor.
E aí, é hora de botar a roupa do domingo, ir até o parque e ver o verde.
Sentar na praia e deixar que o barulho de ondas te preencha. Ou então uma cachoeira embaixo de uma estátua de uma santa milagrosa. Tudo vale quando o objetivo é reviver. E quando viramos a página ( um ato que exige muito amor-próprio e determinação) nos deparamos com uma página vazia. E aí é o magnífico...
Devemos recomeçar o dia, trazer nossas crenças, nossas metas.
A vida é igual um livro. E o meu pode ser classificado como drama em alguns momentos, suspense, aventura. E só posso garantir aos meus leitores, que depois de uma página triste e pesada, vem a renovação, a tentativa de voltar a sorrir. Porque o bom das nuvens, é quando elas saem e deixam o sol iluminar...

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

uma história dura e real...


Ele não era como eu e nem como você, mas também quem é? Ele amava Beatles, Nirvana e Lenny Kravitiz. Trabalhava com o seu fone e tentava se desligar do mundo. O pessoal não gostava. Achavam que ele era desleixado, que devia ser porque tinha alguns problemas mentais.... Mas não, ele só achava que aquele mundo não era dele.
Problemas mentais, quem não tem? E usaram o desleixo pra o demitir. Ele, realmente não fazia parte desse mundo, daquele e de outro... Mas também quem faz?
E no auge da depressão, se achando um rato, um animal tomou chumbinho pra exterminar o problema.
Para se entregar pro mundo que ele realmente faz parte.
Adeus amante de Beatles, Nirvana e Lenny Kravitiz...

Pedrinho, onde você estiver, cuide-se bem meu garoto!

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Cesta da canção- Exagerado

O que me revolta, é que morreu quem não tinha que ir.
O que me deixa puto é que não é o primeiro caso assim.
O que me desespera que não será o último.
Agora apontam culpados.
O cara, a família, a polícia, o juizado, a mídia, a Sônia Abrão.
Dane-se quem errou. Eloá está morta. E se não pensar no futuro,Tem outro seqüestro nesse mesmo segundo. Neste mesmo momento.
Alguns por amor. Exagerados? Completamente



Em homenagem as grandes vidas...

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

A metade da laranja

Indo contra todas as filosofias e complexidade de Logus, do nosso ser e não ser e tudo mais, eu desafio o mundo a pensar na vida como uma laranja. Simples, débil e óbvio assim.

Nós somos uma laranja. Metade nós, metade sonhos. Completos? Jamais. Somos seres humanos. Demasiadamente humanos. Fedemos demais, choramos demais, pensamos muito e queremos sempre a quantidade errada. Ou pouco, ou muito.

Nossas laranjas nunca são as mais belas. A do vizinho sempre é mais doce, mais suculenta, melhor... Vai ver que no fundo , no fundo, nós queríamos ser mais do que laranjas, talvez melancia ou abacaxi. Vai ver que eu estou filosofando demais e vou acabar espremendo essas idéias. No final, pelo menos terei um suco...

Minha última reflexão é que o que fazemos com nossas laranjas nunca é a melhor opção. Sempre seremos julgados, avaliados, enquadrados. Somos o resultado do que os outros esperam e pessoas laranjas que tomam decisões ácidas perdem muitos amigos, companhias, amores. Não acredito sinceramente em ninguém que possa ser a metade da minha laranja, mas tenho total convicção que posso fazer sucos deliciosos com as pessoas que amo. Podemos alaranjar nossa vida, ver o pôr do sol no pomar praiano mais próximo...
No momento, minha laranja é metade eu, metade sonhos. Sonhos audaciosos, sonhos diversos, sonhos... Nunca deixarei de ser eu. De ser o poeta, o romântico, o amigo, o confidente, o escritor e ouvinte. O professor e o aluno.

Nunca perderei minha essência. Porque essa laranja que vos fala tem raízes fortes nas suas convicções e vai tentar sempre conciliar tudo para no final as coisas jamais acabarem em pizza. O lance é acabar em salada de fruta, uma verdadeira festa de amizades saudáveis...

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Simplesx Óbvio



Sempre digo que nosso corpo é simples. Nós que complicamos ele demais. Sexta-feira, senti que estava ficando gripado. Não fiz nada para melhorar. Domingo estava de cama, com febre, com corpo doído e sendo mimado. Alguma coisa boa sempre existe.

Mas fiquei pensando sobre isso. Teoricamente nosso rumo aqui na terra é bem óbvio. A gente nasce, cresce e morre. Mas na verdade nossa trajetória começa no chá de bebê, das fraldas e dos sapatinhos. Aí você nasce, dorme, caga, fede, chora, sorri , cospe as primeiras palavras e dá os primeiros passinhos. Depois começa a educação. Mas quem dera que fosse apenas a escola. Vai para a aula de natação, inglês, fono, violão, ballet, além de espremer o ensino “básico” entre todas essas atividades. Ah, e claro: começa a fazer terapia para se acostumar a ficar tão pouco tempo em um lugar só...

E nossa vida vai toda assim. Transar era pra ser simples, mas a gente complica com bloqueios mentais e muita virgem de seus 25 anos que conheço diz que tem medo de doer...

Nós somos seres complexos. Impulsivos demais para se colocar em uma fórmula de inteligência artificial. Assim sendo, se eu procurasse o Google sexta-feira e avisá-lo que estava com sintomas de gripe, ele ia me mandar prevenir. Mas não...
Obviedade é uma palavra estranha demais para meu dicionário...

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

reflexão idiota?

sabe como eu me sinto?
que eu to num jantar self-service e todo mundo está brigando pelos camarões e eu sozinho pegando postas e postas de salmão. Por que eu sempre tomo os caminhos mais solitários?
Sabe de uma coisa? Fome... deve ser fome

Cesta da canção- More than words

Uma das músicas mais belas que existe. Tomei a liberdade de escrever apenas a tradução. Letra deliciosa. Música recomendada para todas as gerações, principalmente essa que vem aí que precisa tanto de algo a mais que palavras...



More Than Words (tradução)
Extreme
Composição: Extreme
Mais Que Palavras
Dizer "eu te amo"
Não são as palavras
Que quero ouvir de você
Não é que eu não queira
Que você diga
Mas se você apenas soubesse
Como seria fácil
Mostrar-me como você se sente
Mais que palavras
É tudo o que você tem que fazer
Para tornar isso real
Daí você não precisaria dizer
Que você me ama
Porque eu já saberia
O que você faria
Se meu coração se partisse em dois?
Mais que palavras para mostrar o que você sente
Que o seu amor por mim é real
O que você diria
Se eu jogasse aquelas palavras fora?
Então você não poderia fazer das coisas novidade
Apenas dizendo "eu te amo"
Mais que palavras
Mais que palavras
Agora que tentei
Falar com você
E fazer você entender
Tudo o que você tem que fazer
É fechar seus olhos
E só estender suas mãos
E me tocar
Me abraçar apertado
Não me deixa nunca ir embora
Mais que palavras tudo o que eu sempre
Precisei que você mostrasse
Daí você não precisaria dizer
Que me amaPorque eu já saberia

domingo, 28 de setembro de 2008

Doce conformismo

Não vai demorar muito para o mundo presenciar uma cena mais ou menos assim:


O local é um ponto de ônibus onde só passa um ônibus. As pessoas estão lá paradas logicamente para pegar o mesmo ônibus. Estão numa fase do menor esforço, todas sentadas e reclamando de como a vida é injusta com elas e boa com os demais.


Até que o ônibus dá o ar da graça e já fica em uma distãnica razoável para fazer sinal pedindo que ele pare. A primeira pessoa olhou mas pensou: os outros vão fazer sinal, não preciso me dar o trabalho de levantar o braço.

O problema é que a segunda pessoa também pensou assim. E não é que a terceira, a quarta e a quinta última também tiveram a mesma percepção?

O motorista viu as pessoas no ponto mas achou que deviam estar aguardando um outro veículo, talvez um taxi. E assim, acelerou e passou direto.

Quando os cinco personagens perceberam que haviam perdido o transporte se levantaram e começaram a gritar dizendo que era um absurdo, uma injustiça e que iam dar parte do motorista.

Moral da história:

- Mesmo na época do menor esforço, reclamar pro nada é um hábito corriqueiro.


Esse fato vai ocorrer. disso não tenho dúvida. Em algum lugar do mundo, em breve alguém vai presenciar uma narrativa assim. Só espero que não seja agora, dia 5 de outubro dentro do nosso próprio país. Não espere ninguém fazer sinal pra você. Decida o seu ônibus, o seu rumo. Vote!


sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Cesta da canção cheia de flores de 64

salve, salve!

O blog andou meio parado mas prometo que foi só uma reestruturação interna do blogueiro.
A música de hoje vem como um desabafo, protesto, impulso de esperança... Chamem como quiser.
Tudo começou por causa de um velho. Sim, um coroa de seus 60 anos dizendo que minha geração estava obesa mentalmente. Não o conhecia mas a discussão foi inflamada. E dentro de um ônibus.

Na verdade, defendo que há muito conformismo mas ainda temos militância. Muitas vezes online. os sites de petição online crescem e conseguem mudanças! Os blogs como esse e os das pessoas da minha lista são vozes berrando.

Não canso de defender o país e canto o hino da resistência a ditadura: Para não dizer que não falei das flores de Geraldo Vandré. Hoje ouvida no youtube mas com muita emoção. Como deve ser a geração do século XXI.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Cesta da canção- My world

Do eclético ao bom gosto, eu me transfiro e mudo as partituras .
A canção de hoje é um hino que esse blog prega: viva o seu mundo. Não deixe que o interfiram. Essa é a sua única vida.
Para falar isso, eu trago os mutantes do metal- Metallica cantando My world.
Mesmo que não seja seu estilo de música predileto, ouça as vozes atrás dos berros. Ouça a lição além das trevas... “Não só, eu não sei a resposta Como também não sei qual é a pergunta” Vamos atrás de nossa própria vida!






My World (tradução)
Metallica
Composição: Indisponível
Os filhos da puta entraram em minha mente
Tentando me fazer ser outra pessoa
É o meu mundo agora
Mamãe, por que está chovendo no meu quarto?
Anime-se garoto, as nuvens logo irão embora
Eu fiquei perdido na forte neblina
Vou me sentar aqui atrás e curtir este passeio
É o meu mundo, você não pode tê-lo
É o meu mundo, é o meu mundo É o meu mundo, seu trouxa!

Estou fora de controle
Saiam da minha mente, saiam
Quem está no controle da minha mente hoje?
Demônios dançando em forma de anjos
É a minha vez agora, é a minha vez agora
É a minha vez,
Sim é a minha vez
Preste atenção filho da puta, aqui vou eu
Vou fazer de minha mente minha casa
Filhos da puta, que tentam tomar minha mente
Tentando me fazer ser outra pessoa
É o meu mundo, você não pode tê-lo
É o meu mundo, é o meu mundo É o meu mundo, seu trouxa!
Estou fora de controle
Saiam da minha mente, saiam
Não só, eu não sei a resposta
Como também não sei qual é a pergunta
Deus parece que só chove em mim
Não só, eu não sei a resposta
Como também não sei qual é a pergunta
Estou fora de controle, alucinado
Saiam da minha mente, saiam
Já chega...

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Por que insistem no ponto final, se eu só quero reticências?

Coagido é com g! Encurralado é substantivo, não uma forma de viver.
Apreensivo tem duas vezes a letra e. A primeira de estrago e a segunda de estorvo.
Fim do túnel não é junto. Tem espaço entre ele. Muito espaço. Mas “a luz se aproxima” está correto. Só que aproxima é com X.


...


Sempre falei que amo os três pontinhos. Eles me fazer ter uma vida sem tantas escolhas. O ponto manda a gente tomar decisões. A vírgula serve pra enrolarmos aquela oração. O ponto e vírgula é dos indecisos;ou dos que acham bonito escrever assim. Escrevi há pouco tempo um texto sem pontuação, mas se eu fosse um poeta isso seria arte. Já que não sou( apenas aprendiz) me deciso em botar ponto final e correr para outro parágrafo.


...


Reza a lenda que para aprender bem a gramática, devemos saber a cultura. Não sei se é boato ou promoção marketeira da forma “leve 2, pague 1” Mas eu concordo. E da mesma forma que todos os povos tem suas línguas, seus dialetos e aproximação cultural; também cada ser tem sua língua. Sua compreensão, seus ingredientes de diversas culturas, suas excentridades, suas manias.

E você? Sabe qual é a sua cultura?
Sabe pra que está aqui? O que procura?
Qual sua cultura individual que te transforma em ser único? Se não sabe, relaxa... Respira fundo e decida. Ou procura ou viva tranqüilo e sem problemas.
As maiores perguntas só aparecem quando desistimos de ficar com as perguntas elementares...

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Insubstituível?

“Ninguém é insubstituível”. Com essa frase, soltou seu copo de whisky escocês e expirou. Morreu, foi pro beleléu, bateu as botas. Fiquei observando como expectador passivo todo o restante da história. Substituíram seu pijama de seda por um terno. Seu último terno. Sua esposa substituiu o sorriso sereno por quase 7 meses de luto. Usava preto todos os dias e em todos os locais. Mas substituía a roupa. Higiene a cima de tudo.

No enterro, o padre fez a mesma oração, mas substituiu os salmos que costumava ler. Razão: o homem morto merecia um destaque. Ele era bondoso, trabalhava como ninguém. Quase não parava em casa. Mandava presente pro filho pelo correio e beijos pra esposa por orelhão. Dizia que a amava. Dizia que ela era insubstituível. Dizia que nada substituía o verdadeiro amor. Dizia que um dia, eles iam substituir essa vida louca por algo mais estável.
Na hora de abaixar o caixão, a esposa com óculos escuros sofria em silêncio. Sua secretária, Dona Carminha, chorava copiosamente. Sem nenhum pudor, sem nenhuma vergonha, sem nenhuma moral. Dizia que seu chefe, seu amigo e seu amante era sim: insubstituível.
A esposa , quieta, não expulsou Dona Carminha. Não a xingou, nem mostrou interesse pelo que ela fazia. Porque, pensava ela, nem Dona Carminha , nem ninguém sabe da verdadeira história.
Ninguém sabia que ele tinha a substituído pela Dona Carminha. E ele não sabia que ela viu tudo durante uma noite de sexo ardente do casal de amantes. Ela, por sua vez, substituiu o barraco pela compreensão: ele a substituíra , mas por dizer que ela era insubstituível, essa seria a última vezdesse leve engano.

E horas depois, ele na sala fingindo leveza com a esposa a beija apaixonado e ela, santa, retribui. Um beijo quase insubstituível... Ela então traz um copo do seu favorito whisky. O escocês, 12 anos. Ele sedento, bebe o primeiro gole com a vontade de não substituir jamais aquele momento. Ele repara tarde demais o equívoco. Ela substituíra o whisky. Colocara veneno puro. E enquanto ele se intoxicava e mudava de cor, ela pôs no vídeo, as cenas filmadas e flagradas dele com Dona Carminha. Ele substituiu a dor pela raiva. Pela última vez. Com ódio, quis deixar selado em um epitáfio a máxima da sociedade.”Ninguém é insubstituível.” Se quiserem acreditar ou não, a decisão é de vocês. Mas a esposa parou o vídeo, limpou os vestígios e foi trocar de roupa.




sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Cesta da canção- Paciência

Pra completar a semana que tanto abordei o tema de fazer a vida valer a pena, trouxe na voz inconfundível de Lenine Paciência. Talvez a contra medida para termos uma vida melhor, aproveitando detalhes.

Afinal, a vida é tão rara.

Se eu tiver alguma influência na sua reflexão diária pense que o importante não é conquistar impérios ou apenas o suficiente. O fundamental é ter uma vida saudável,´é conseguir abrir um sorriso a noite e se deitar com consciência limpa. Vá na valsa ou no rock ´roll mas não deixe de buscar seus sonhos.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Geração Coca-zero



Renato Russo, aonde você estiver: Eu te amo!


Desde pequenos nós comemos lixo mas não precisamos ficar assim.

Me encontre no orkut e lá criamos uma comunidade...

Vamos hackear o sistema e bloquear senhas de banco.

Eu não sei pintar meu rosto, mas também protesto.


Deixa eu vestir che guevara e usar Nike- O que que tem?

Não me censure por ser vegetariano e comer galinha.

Quando bebê você usava azul ou rosa? Tanto faz. vem pra cá.

Rótulos foram feitos pra serem perdidos. Lacre nunca mais.


Somos os netos da revolução. Não importando pra quem tu reza.

Abre essa latinha sem vergonha, vem malhar e jogar Warcraft.

E daí o que os outros pensam. Geração a quem do sistema

Drogas e cigarro não transformam ninguém mas faça o que quiser.


Minha geração é coca zero. Zero estresse. Zero de mobilização.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Mude! ainda dá tempo!


Acordar sem vontade de levantar é um sintoma que fazer nada é melhor que viver a vida que você está levando.

Será que não temos mesmo escolhas? Será que você precisa viver essa sua vida medíocre?
Será que alguém vai sentir sua falta se você continuar sendo um ser óbvio do sistema? Será que seus sonhos não deviam ser levados em conta?
Será que arriscar um pouco é tão ruim? Será que perder um pouco e descer alguns degraus não é um risco pequeno perto de vencer e conquistar grandes impérios?
Será que não há nada de insano que você deseje fazer mas por medo da opinião dos outros, você se censure? Será que isso é tão ruim assim?
Será que precisamos ouvir tanto os outros?
Será que não seria melhor tentar ser um pouco mais você sem essas máscaras?
Será que o choro tem que ser sempre abafado?
Será que precisamos sempre fingir que não sofremos?
Será que alguém se importaria de verdade se você fosse mais humano?
Vai, mude um pouco. Ainda dá tempo. O máximo que você pode fazer é conhecer a tal da felicidade...

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Cesta da canção - Proud of Your boy

Todo mundo tem um hino, um brado bárbaro que recolhe gotas de lágrimas e transforma em ocenaos de motivação. O meu é essa música chamada Proud of you boy de Clay Alken. Essa música estaria no filme Aladdin mas po falta de tempo não coube. Os desenhos em preto e branco são os que seriam usados na cena verdadeira do filme.

Dedicado a todos que sabem que vão chegar aonde querem. Dedicado a todos que tem dificuldade de acreditar na gente...



quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Intensamente? Sim, por favor!

"Vivemos uma vida de amadores, pois não temos tempo de ser profissionais" Charles Chaplin

As vezes me perguntam se não sou exagerado... Pulo de cabeça, abraço os projetos e os vivo completamente. Quando dá tempo, juro que penso nisso. Leio 3 livros ao mesmo tempo. Normalmente um romance, um espiritual e outro profissional. Apenas para equilibrar a quantidade de informação recém chegada.

Intenso é um bom sobrenome para me definir. As vezes me perguntam se isso não é ruim. E eu respondo ruim vai ser se eu achar que não aproveitei essa minha época de fôlego como deveria. Porque não queiram me enganar. Um dia eu vou cansar. As dores nas costas vão me impedir de ficar em pé 9 horas seguidas sorrindo como fiz ontem. E as escadas da carreira que subo tão violentamente vão parecer desnecessárias. As estrados do sucesso vão me parecer muito longas e eu vou querer tomar um refresco...

Pode ser que nada disso aconteça, mas eu que não sou doido de esperar o tempo e sua carruagem passarem para me movimentar.

Vivo , grito e agito. Sou professor, monitor a aluno. Choro, sorrio e esbravejo em questões de minutos. Se isso te preocupa, vai uma máxima que deveria bastar: Sou o Homem mais feliz do mundo!

domingo, 17 de agosto de 2008

Eu amo meu país!




Estou cansado da falta de patriotismo. Da descrença no meu país, na sua cultura e na sua garra. Parem de elogiar os países terroristas dizendo que é melhor do que aqui. Parem de dizer que a Europa, a capital do preconceito é um lugar mais justo que aqui. Se o Brasil não ganha medalhas, é o país que não dá orgulho? Estou cansado de gente imatura que senta no sofá e começa a criticar o que não sabe.


Talvez, eu acredite na frase incentivada durante a ditadura: “Brasil, ame-o ou deixe-o”. É isso aí. Se quiser me ajudar a levar esse país pra frente, vamos que vamos! Mas se quiser atrapalhar o crescimento ou ser apenas pessimista, vai pro Manhattan Conection, caia fora ou feche o bico! Deixe quem acredite, continuar lutando por essa nação. Eu amo o Brasil! Problema de quem não o ama!!


Esse país é meu! Sei dos seus problemas e não vou encobri-los! Mas não venha me dizer que aqui é um lugar de merda. Não venha me dizer que o país só tem defeitos. O Brasil tem um dos maiores crescimentos da história e é um país que está em uma fase excelente com diminuição do desemprego, do analfabetismo e da violência racial.


Ainda há muito o que fazer, mas quem quiser, arregace a manga comigo e venha pra esse lado. Eu tolero quem me critica e tem argumentos pra me fazer. Mas não venha me criticar por criticar sem ter nada pra dizer. Porque aí minha raiva aumenta. E verás! Verás que um Filho Teu não foge a luta!

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Cesta da canção- Um edifício no meio do mundo!

Estava pensando na vida, nas conversas com minha namorada, nos tapinhas nas cosstas que ganhei de grandes nomes... E com a ajuda de uma grande amiga Mariana, achei a música perfeita para o dia de hoje...
Afinal, o que somos senão um edifício no meio do mundo?
Com a deliciosa voz de Ana Carolina, a Cesta da canção de hoje diz que somos um barco no meio da chuva e que agora sim! Agora podemos ver na escuridão!



Um edifício no meio do mundo- Ana Carolina
Os meus olhos cheios d'água
Seu mar vazio
Qual é o fio que nos une e nos separa?
Eu quero seu sorriso
No correr da minha hora
E não falta nada pra gente ser feliz agora
Só por você eu dei até o que eu não tive
Há tantos que vivem sem viver um grande amor
Eu que sonhei por tanto tempo em ser livre
Me prenda em seus braçosÉ o que eu te peço (2x)
Somos um barco no meio da chuva
Um edifício no meio do mundo
Fortes e unidos como a imensidão
Num passeio no meio da rua
Vamos dias e noites afora
Agora podemos ver na escuridão
Só por você eu dei até o que eu não tive
Há tantos que vivem sem viver um grande amor
Eu que sonhei por tanto tempo em ser livre
Me prenda em seus braçosÉ o que eu te peço (2x)

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Como ser um campeão


Michael Phelps, Schumacher, Senna,Popó, Pelé, Maradona, Martha, Garricha e tantos outros... Esse post vai dedicado para esses mestres...

No esporte, a gente conhece melhor a personalidade das pessoas. O trabalho em equipe, a determinação, a forma de encarar o universo...
Veja o Phelps. Todo mundo sabe que ele vai ganhar medalha. Provavelmente ouro. Até os outros nadadores sabem. O único que não demonstra , a nossa certeza, é ele. Claro que ele não é cara de medo ou de perdedor, mas também não sentimos aquele ar de superioridade. Ele se concentra. Olha de esguelha para o fim da piscina.Traça objetivos... Se acredita em Deus, é hora de pedir ajuda, apoio, força. Ele pisa confiante e aguarda beneditinimente o toque do início. Dentro da água, ele tem estratégias inovadoras. Nunca repete a forma de respirar, a braçada, o impulso. Percebe a distância dos outros aumentando mas nem por isso diminui as batidas. Deixa tudo pra trás, inclusive seu próprio recorde olímpico que não consegue mais o acompanhar.
Vencedor é aquele que ao chegar comemora mas sem humilhar os perdedores. Campeão é aquele que ao subir no pódio já está pensando em maneiras de melhorar as braçadas pra voltar a subir ali o mais rápido possível...

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

O que você procura?


Passeando no orkut alheio, parei em um de uma amiga que estava deitada na areia e a imagem, proposital, bem embaçada. Na legenda, a pergunta: O que você procura?

No momento, comecei as divagações: se minha amiga fosse um Tatuí, ela ia querer coisas bem simples: água, nutrientes e uma onda daquelas pra poder se enterrar feliz Mas como todos nós, ela é um Homo sapiens sapiens. E por isso, complexa. O Tatuí jamais teria feito essa pergunta ou lido Kafka para comparar sua vida com de humanos.O Tatuí estaria tatuizando na dele. Sem se preocupar com o valor do dólar, a rejeição no mercado de trabalho, os problemas diplomáticos da China... Para ele, até o fim seria sem reticências. Não tem onda hoje, caiu petróleo na água ou um grupo de crianças desocupadas resolver abrir uma caça predatória de Tatuí: simples: ele morria. Não ia ter família pra gastar com enterro, deixar herança ou dívidas. O Tatuí apenas deixa o seu invólucro.
Nós, já estaríamos revoltados, fazendo revolução....
O que você procura, humanidade?
E eu respondo serenamente: problemas, apenas problemas.
E um coro me completa corretamente: Ainda bem. A vida simples demais deve ser um saco!

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

“não tenho escolhas”


Imagina chegar aos 30 e achar que não tem escolhas. Achar que o caminho já está traçado e sair dele levantaria tantas questões que o preferível seja se acomodar.
Da mesma forma que um pássaro revolto quando em uma gaiola se amansa.
Imagina se olhar cansado com 30 anos e se perguntar inquieto- Onde perdi meu pique? Quando jovem, era tão afoito.... E depois dessa frase, como em um passe de mágica: você está velho. Já acha que é tarde demais para voltar para faculdade, pra sair com os amigos, pra uma viagem mais longa.

Ri dos sonhos que fazia quando era um adolescente irresponsável ( eita palavrinha que só é dita pelos velhos). Sabe que aquilo é passado e que a velhice não tem nada de encantado.
E então se aposenta do trabalho, das bolhas sociais. O sonho? Só mesmo aquele da padaria mas por pouco tempo. Tem que reduzir açúcar...
Então os desejos se tornam utopias e a pessoa vê uma vida pronta, quadrada e retilínea que não pode mais abdicar. E faz questão de fechar as janelas (que podem se tornar portas para os mais ariscos) por causa do frio... E realmente não vê mais escolha...
Eu sei que você acha isso loucura. Eu também acho. Então não se sinta velho. Só é hora de parar, quando não há mais sangue no cérebro e sonhos no coração!

quarta-feira, 30 de julho de 2008

A um palmo da morte


Dizem que quando você passa muito perto da morte, seu corpo arrepia e até é possível ver seu capuz tecido pelo crepúsculo. Só sei uma coisa: passei bem perto dela e minha sorte foi que ela não reparou em mim. De quem é a culpa? De tanta gente que acabo não tendo dedos para culpar ninguém. Talvez seja dos assaltantes que trocavam tiro em plena 3 horas da tarde dentro de um túnel. Ou talvez das autoridades que não estavam no recinto ou da própria sociedade que não decide por um basta nessa violência.
Ou talvez, a culpa seja minha. Quem mandou eu ir pro trabalho naquele horário. Porque aquele ônibus e aquele caminho. O melhor era ficar em casa, eu sabia. Eu sabia.
Mas não fiquei. Ninguém que estava lá ficou. E enquanto o som metálico de tiros acertando a lataria iam aumentando, eu ia só pedindo por mais um dia de vida.Barganhando mesmo na maior cara de pau. Afinal quero ainda tantas coisas. Meu Anjo da Guarda me ouviu e distraiu a Morte. Só senti o arrepio e vi seu manto entre as traçantes no meio do túnel. Mas ela não olhou pra trás. E é só por isso que estou aqui escrevendo o texto de hoje.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Vírgulas de vida



Percebi que a vida é feita mais de detalhes que constatações óbvias. E as vezes estamos tão obcecados no ponto final que ignoramos as vírgulas. O que importa mesmo são as vírgulas. São elas que ditam os nossos períodos e entonações. Nossas metas.
É por isso que não olhamos pro céu. A noite serve pra dormir e não apreciar o luar. As pessoas na rua são estorvos. Cumprimentá-las seria dar motivo para interferências fúteis. Nossa boca serve para pedir e mandar. Agradecer e se desculpar são exageros de linguagem.
Talvez devamos quebrar algumas regras. Terminar nossas frases com reticências. Isso deixa a entender que eu continuo a conversa mais tarde. Ou ser mais radical. Fazer um texto sem nenhuma vírgula e ao concluir empunhá-la na frente de um abismo no lugar do ponto final.
O que sei é que devemos olhar mais para os lados e não apenas desfocar a vista para um futuro desejado. A vida ainda é feita no hoje. Devemos aproveitar então,



Ou pode ser tarde demais...

sábado, 26 de julho de 2008

notícias do mundo

Traficantes misturam cocaína com borra de café para tentar enganar fiscalização
Cerca de 50 kg de pasta de cocaína estavam embalados com borra de café para tentar disfarçar o cheiro. Os pacotes ainda tinham imagens religiosas e a marca do cartel que produziu a droga. Segundo a polícia, o material apreendido é cocaína pura. A droga já estava dentro do avião quando foi descoberta. De acordo com a polícia, essa é a maior apreensão do ano no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos (Grande SP).
Assim, tem gente usando borra de forma leviana. Usar imagens religiosas apesar de ser pecado é mais comum. Mas borra sempre foi vista como algo do bem, quase inofensiva...
Exijo retaliação!

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Notas do amor estão em baixa


Tenho todo dinheiro que quero, mas não consigo ter o suficiente.
Percebi, tarde demais, que não consigo comprar tudo.
Um sorriso sincero no meio do rosto, por exemplo.
O amor não aceita cartão de crédito, nem cheque pré-datado.
Não consigo precificar um abraço apertado
Nem tão pouco calcular o prejuízo de não o dar.
Contei centavos que valiam mais que muitas relações do passado.
E riquezas que não chegaram aos pés do que tenho hoje.
Mas quanto vale um reencontro? Um beijo sem preocupações?
Uma lágrima de saudade engolida por uma onda de sorriso?
Qual o preço que tenho que pagar pra que isso não acabe?
Quanto devemos investir se sabemos que aquele é o caminho?
O que significa o risco em frente ao sacrilégio de não tentar.
Pra que comprar pessoas, se os sentimentos não vem no pacote?
Abaixo o dinheiro pelo dinheiro.
Mensure seus sentimentos nos atos
E eles valerão mais que qualquer nota.


terça-feira, 22 de julho de 2008

reflexões sobre uma desbocada


Minha intenção não é santificar a Dercy Gonçalves com esse texto. Ela deve estar odiando esse pessoal falando que era um poço de simpatia, alegria e bom humor.
O fato é: Dercy morreu. Aconteceu um fato que eu julgava ser impossível. Aquela ali, na minha concepção, não ia jamais descansar em paz. Ainda iria aparecer nos jornais escandalizando a mídia e meus netos. Mas não. Ela era feito de carne e osso e embaixo daquele monte de plástica existia uma mulher como a gente.
Embaixo daquele desprendimento, coragem, ousadia e totalmente falta de pudor havia um organismo que segue a linha da vida. Dercy expirou.
Borra de Vida é um blog muito metido que quer se tornar um movimento. Uma nova forma de encarar a vida. Um jeitão bem Dercy de ser.Aproveitar a vida, rir da morte mas respeitá-la e saber que um dia ela vem mesmo. Quebrar convicções. Mulher não pode falar palavrão e tem que ser recatada e submissa? Dercy aproveitou seu século de vida o fazendo realmente ser seu. Enxergou novas idéias, valores e buscou fazer o que ela queria.
Sofreu mas saiu por cima. Apanhou mas usou a língua pra bater de volta.
O Borra de Vida deseja a todos, uma vida Dercy para todos nós. Interprete, caro leitor, como quiser. Mas se lembre do sorriso que essa mulher dava embaixo daquelas plásticas garantindo que ela estava linda porque ela estava realmente se sentindo assim.

sábado, 19 de julho de 2008

Palavras a quem entra na faculdade:



A faculdade é uma das maiores escolas da vida. Uma escola que raramente vai te dizer o que deve ser feito e te obrigar a tomar suas próprias decisões e caminhos. Talvez por isso seja tão importante... Não importa o que você faz lá dentro: está aprendendo lições. Até mesmo ao matar aulas para ir pra praia ou pro bar há um aprendizado implícito. É também, por essa falsa liberdade, um dos lugares mais perigosos. Santas de anos viram putas em duas ou três chopadas. Pessoas fracas entram de cabeça no mundo das drogas e deste não saem mais. Nerds viram vagabundos e desleixados. O mundo se transforma completamente.
Porque na faculdade, deve se experimentar de tudo. Das aulas mais sacais de teoria do cientificismo e econometria até seu primeiro swing.
Passar pela faculdade sem que ela te provoque desejos, perturbações e fome de saber é o mesmo que ir ao espaço sideral e ficar de olhos fechados sem apreciara beleza das estrelas. Pode até acontecer mas é um baita desperdício.
Na faculdade, não aceite que seus professores estão todos certos. Indague, critique. Escolha seus lados mesmo que vá mudar depois. Ser autêntico na faculdade é o primeiro passo para quando esta acabar.
Porque sim. A faculdade acaba. E a vida espera que você esteja adaptado ao novo mundo. Mas se você se enclausurou nas suas idéias primitivas ou na opinião dos mestres e doutores, então quem vai ser você? A voz de um mundo que fala por si só. Você vai ser descartado.
Como disse, a faculdade é uma das maiores escolas da vida. Por isso, se está matriculado nela. Sorria e aproveite tudo. Vá às aulas, inclusive nas chatas, e veja o que pode fazer para elas melhorarem.
Não faça só as suas matérias óbvias. Procure aliar engenharia com música, jornalismo com meio ambiente, direito com psicologia. Novas portas do mercado estão se abrindo e seria horrível se você só soubesse entrar nos velhos portões das profissões do século XX.
Viva intensamente. E vá entendendo o que está fazendo. Amadureça na faculdade e não no mercado de trabalho. Esse último gosta de ensinar espancando. Saiba que cada gota de aprendizado pode te ser necessário quando forem beber seu suco de conhecimento. E não só com as coisas dentro da sala. Porque a partir de agora, a faculdade vai ser sua escola. Dentro de sala ou fora.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

A simplicidade me surpreende


Keep it simple- Steven Jobs



Não precisa me agradar com uma cachoeira de presentes caros. Me dê um sorriso.

Não quero discursos pomposos, aceito objetividade carinhosa. Tire adjetivações mirabolantes com seus pedestais cristalizados e gélidos. Me dê emoções, sentimentos verdadeiros, palavras encantadas.
Se quiser, me mostre fórmulas e gráficos mas eu quero mesmo é resultado claro e cristalino que todo mundo olha e vê. Não precisa decorar com ouro para que me agrade. Coloque a mais pura simplicidade cheia de verdade e vai ver como irá me agradar...

Esqueça contratos, me dê garantias. Não me entregue o óbvio, o cotidiano, o clichê. Surpreenda-me, comece por cima, mostre você. Não me dê sono, me dê conforto. Nada de rotina, quebre as ordens de tudo. Não me fale o que já sei. Se quiser me convencer, alterne entre palavras e atos. Me dê o que quero, mas não se detenha a isso.

Me dê mais do que quero, me dê o que não espero. Me dê prazer. Mas sem florear demais. Seja direto. Me dê com simplicidade, um motivo para que meus sonhos fluam nas suas aventuras mais complexas.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Merda! Estamos de volta!



Ele senta em uma cadeira do camarim. Olha-se no espelho, recolhe lágrimas e remelas. Abre um sorriso. Por dentro está feliz, hora de voltar. Está no palco para uma platéia pequena mas muito especial. Maquia-se: recorre a personagens. É difícil ser ele no papel. Seus personagens são mais caricatos, mais sinceros, mais observadores. Levanta, pega um café quente e cheio de borra como não podia deixar de ser.

Anda pelo cenário, ajusta a iluminação, ajeita as poltronas...
Do bolso tira o script. Demorou 2 meses o elaborando, planejando e na hora H sabe que dali pouco vai fazer. Mas se convenceu que algumas mudanças eram necessárias. Mudou o visual e objetivos mas o texto vai continuar saindo do coração. Resolveu ouvir as vozes dos comentários tão carinhosos do ato anterior e aliar sonhos e realidade como sempre foi seu objetivo.

A ansiedade o pega de jeito e sente seus pés suando. Preparou algumas surpresas mas que só serão reveladas no decorrer do mês. Pretende surpreender a toda platéia e a ele também...Ouve o primeiro sinal. Algumas pessoas já querem ir assistir: tão carinhosas e gentis... Mas ele é um profissional. Veste-se com a melhor de suas roupas: um terno colorido berrante. O cinza está proibido por forças maiores. Olha-se no espelho do camarim e sorri ao ver que há uma criança no reflexo. Contudo, mais amadurecida, mais preparada , mais vivida.
Ouve o segundo sinal e abastece sua caneca de café com bastante borra. Agradece aos amigos de infância, aos amigos de blog, aos amigos amantes e aos amigos de luz .Ouve o terceiro sinal. E caminha para o centro do palco aos prantos.
Mas é um profissional. Recolhe lágrimas e remelas e abre um sorriso. Por dentro está feliz, hora de voltar. Lembra então do sorriso infantil no espelho e recorda-se que é o Homem mais feliz do mundo. Faz uma reverência a platéia e volta ao espetáculo!

segunda-feira, 2 de junho de 2008

arrumando o terreno

agradeço a todos os puxões de orelha que tomei pelo post anterior.
Minha alma está feliz em botar a seguinte mensagem abaixo:


quarta-feira, 28 de maio de 2008

O Blog está parando por aqui...


Leiam essa manchete novamente antes de começar a ler esse texto. É a única frase sensata e verdadeira que vai se seguir. A partir de agora vou enrolar, dar desculpas esfarrapadas e prometer um dia voltar.

Quando menos se espera chega. Ponto final. No blog que nasceu , pelo menos pra mim, com tudo pra ser promissor.
Nas regras do jogo, disse que os personagens podiam se ausentar. E foi isso que ocorreu. Não é culpa minha. Pronto, me justifiquei e tirei a culpa do meu colo.
Mas não é só. A responsabilidade chama e mais uma vez estou abdicando de um sonho infantil. Abdicando é uma palavra muito forte. Adiando seria melhor. Por que o sonho pode ser infantil mas e daí? É extremamente sincero e verdadeiro.

Vou atrás dos leões da vida. Vou continuar escrevendo. Textos mais cinzas, mais concretos e com números e pesquisas. Sim, logo eu, um lutador. Um guerreiro contra uma vida sem graça. Mas se esse blog me ensinou algo, foi a de acreditar na luz no fim do túnel. Espero que ele tenha servido pra alguma coisa a vocês...
Fiz amizades, conheci textos fantásticos, me apaixonei ainda mais pela mulher da minha vida que me brinda com palavras ao vento.
Anônimo, apesar de parado também , continue brilhando...
Hudson, Deise e Luiza continuem com as chamas. Enquanto um continuar, teremos prazeres na leitura.
A pequena metade repleta, Mare, que tanto me fez rir com palavras e elogios...

A todos, meu muito obrigado.
O sonho não acabou. Apenas fechamos a temporada. O livro ainda sai, o blog ainda volta, os amigos continuam.
Vamo preservar o verde e tentar fazer nossa vida valer a pena. Com lágrimas nos olhos e algumas perdas, é o que estou fazendo...
Outros lugares que vão encontrar meus textos a partir de junho:

terça-feira, 27 de maio de 2008

Estamos atrasados


Estamos atrasados. Siga, pare , vá em frente. Não me escute, me ouça, não me entenda. Eu só quero o seu bem. Faz o que quiser mas faça o que quero que faça. Eu te amo por isso te privo. Você é jovem demais pra entender. Você está velho demais para ficar aqui. Não me olhe assim, pare de me ignorar. Onde você está senão aqui? Por que ainda não saiu? Cadê seu orgulho? seu orgulhoso debochado! Eu tenho orgulho de você! Só queria que você fosse mais interessante, menos medíocre, mais apaixonante. Nunca te xinguei, nunca te quis o mal, nunca quis fazer você choarr, não sei porque estamos aqui discutindo futilidades. Podíamos estar fazendio algo de útil. Mas estamos praticamente atrasados!

domingo, 18 de maio de 2008

A verdadeira face


Um tapa bem dado. De direita pra esquerda com dedos abertos estalando naquele som típico. Um silêncio funesto se dá no salão com algumas risadas nervosas, lamúrios e pouquíssimas exclamações. Ninguém corre para ajudar, acalmar ou levantar um motim. Um garçom próximo seguiu sem ao menos desviar sua atenção levando canapés para a mesa seguinte. Achou oportuno não oferecer naquele momento aos dois. A música também não parou de tocar. Os outros, vendo que o tapa levara perplexidade ao agredido e agressor e nada mais, voltaram as suas atividades. Claro com um olhar de esguia para novos confrontamentos mas até então nada. Os dois voltaram a jantar.

Quando eu vi, dei o tapa. Assim, sem piedade mesmo . Só fiquei com medo da minha unha. Fiz ontem e coloquei esse azul turquesa. Até que essa cor ficou ótima, realçou na hora que estiquei a mão e acertei o rosto dele. Tenho certeza que vai tentar reagir e eu vou gritar. Claro, ele não pode me bater. Estranho, ele não diz nada. Deve estar esperando eu baixar a guarda, mas não vou dar esse gostinho a ele. Ai Meu Deus, será que ele vai chorar? Eu não devia ter batido. Ai, desligaram o som? Cadê o garçom, ele saiu de sopetão, podia pedir a ele a conta para sair daqui. Eu não vou pagar a conta depois de um tapa Nem a metade. E ele não toma nenhuma atitude. Vou sentar e esperar pra ver o que ele se decide. Hi, ele se sentou também. Como assim ele está pegando os talheres? Não me diga que ele vai voltar a ... Voltou a comer!! Que abuso! Como se nada tivesse acontecido, safado! Mas isso não vai ficar assim. Ele quer guerra? Vou comer também e depois daqui dormir com o primeiro homem que me aparecer na frente. Ele vai ver. Se o tapa não doeu o suficiente, ele vai ver o que posso fazer. Aguarde.



Há pera aí, será que ela vai me ba... Bater. Sim, tomei um tapa. Está todo mundo olhando pra cá. Tem um holofote apontando na minha direção. Pronto, ela acabou com o jantar.. E eu nem cheguei a provar esse caldo de manga no salmão. Dizem que é espetacular! Agora ela vai sair correndo e eu tenho que correr atrás. Talvez dessa forma dê para não pagar a conta. Ela sai correndo e eu atrás. No fim da esquina, eu pego um táxi e venho pegar o carro amanhã. Os casacos podem ficar. Com certeza não são tão caros. Mas ela não está correndo. Ela detesta chamar atenção. Agora deve estar arrependida. Não vou aliviar. Vou esperar ela dá o próximo passo. Ela me deu o tapa e agora tem que ou me bater de novo ou gritar ou sair. Mas ela não faz nada. Que demora... Ai o garçom ta passando com um canapé, volte aqui! Droga, não quis parar. Ganhei um tapa e perdi um canapé. E estava tão bonito. Hum, que cheirinho é esse. Há, sim, meu salmão com caldo de manga. Que aroma delicioso. Oba, ela sentou. Mas sem falar nada. Sinal verde pra sentar e voltar a comer enquanto ela não toma uma decisão. Será que ela vai comer esse camarão todo? Talvez ainda tenha esperança dela sair correndo e eu posso atacar o prato dela. Mas tem que ser rápido. Senão esfria.

Moral da história: Comida sempre apazigua. Da forma figurada ou não...

sexta-feira, 16 de maio de 2008

história de vida...

Esse texto foi escrito no meu caldeirão depois de ler Filtro Solar do Pedro Bial, Mania de explicação da Adriana Falcão e ler o menestrel de shakespeare...

E no conjuto de tempero, escrevo algo que quero guardar pra todo sempre...


Bom dia filho! bem-vindo ao mundo. Chora, chora mesmo. A vida aqui fora é de luz que arde os olhos e breu que enlouquece. Escuta um pouco o que esse velho tem a dizer. Já estive na sua situação e posso te orientar dando sugestões de caminhos a se seguir. Mas a primeira lição é sempre procurar o seu lado. Os conselhos são vozes interiores que querem escapar, mas não necessariamente estão certos. Em breve, você vai para creche, escolinha e tal. Não sei como se chama agora. Mas a essência é a mesma que a minha. Brinque e aprenda as trivialidades. Nunca mais a sua prova vai ser de distinção de cores. Cultive os amigos dessa época. é bem provável que você nunca mais vá vê-los mas pode ter certeza: vão ser as amizades mais puras. Depois você vai começar o tal do ciclo básico, sendo que o básico da vida não vai estar nas salas. Filho, você vai ter certeza que esse é o pior período da vida. O presente é sempre ruim e o passado maravilhoso. Só quando você chega na minha idade é que vê que tudo é bom mas a gente só percebe quando perde. Faça boas ações, escute músicas que te tirem do sério. Não feche a cara. Ainda não inventaram uma forma mais arrasadora de cultivar amigos e destruir inimigos do que um sorriso sincero. É filho, você vai apanhar muito. Vai chorar bem mais do que essas lágrimas que estava derramando até a pouco. Hoje você chora de fome e te dão leite. A razão das próximas lágrimas também sempre será fome. As vezes fome de amizade, fome de amor e a fome da saudade. Vai chorar de fome de alegria , enraivescido com as pessoas.


Você vai sentir muita raiva e pode tê-la. Mas ela não adianta nada, só te faz perder cabelo mais rápido. Você vai fazer grandes feitos que ninguém vai ver. Vai acreditar cegamente em pessoas que irão te trair e tentar te derrubar. E você vai cair. quanto mais o tempo passa, maior é a queda. No início vão ter vários pra te amparar, depois quase zero. Mas se você chegar aos 50 e ainda tiver gente lá, agradeça: São pessoas leais. Na sua vida, você também vai passar momentos maravilhosos. Você vai construir castelos nos seus sonhos e descobrir que sonhar é quase tão gostoso como viver, se você souber dividi-las bem... Filho, a boa vida é feita de gargalhadas, suspiro e reflexão. Cuide bem de todos sem saber se farão o mesmo com você. Você vai ter que penerar pessoas, mas tente captar o melhor de cada. Há situações de meses e anos que você vai esquecer, mas há instantes de segundos que são atemporais. E lembre-se ame seus pais. Não brigue com seus irmãos. faça as pazes com o sono tranquilo. Trate os mais velhos com respeito. Chore, filho. Não guarde tristezas, mas não se abra pra qualquer um. Apaixone-se, roube beijos.É o único roubo que não é crime. Não destrate quem te entregar um coração e você não gostar do modelo. O seu também será recusado. Uma vez por ano, veja o sol se por, vá ao campo e respire fundo e encoste-se em uma árvore. Vá a praia, a serra e a florestas. viaje, mas volte sempre. Não diga nunca, mas se disser trate de se perdoar por isso, em vez de se condenar eternamente. Você vai esquecer, filho, essas palavras, mas cuide para passá-las a diante quando a maturidade te ensinar a lecionar. Conte sempre comigo, mesmo depois que o meu corpo descanse. A lembrança é a forma mais genial de renascer. Seja sempre um bom menino, mas nunca otário. Eu te amo. Mas não vou te explicar o que isso significa. Pois , isso, eu não faço a mínima idéia... só sei que te amo...

quarta-feira, 14 de maio de 2008

16 de maio- Dia internacional de histórias da vida


Olá personagens desse mundo maravilhoso chamado Vida !

Soube através de uma amiga da minha mãe que dia 16 DE MAIO será o I Dia Internacional de Histórias de Vida. Não me considero um contador de história oficial. Não como a minha mãe é ou como a Bia Bedran e muitos outros espalhados pelo mundo são. Contudo, considero meu blog Borra de Vida(, uma contação de história. Histórias da vida. Comemoração a vida! Por essa razão o blog vai participar deste dia tão especial.”Neste dia, mais de 80 organizações de 27 países já estão apoiando e preparando atividades (mostra de vídeos, exposições, rodas de histórias e encontros virtuais). Seria delicioso se nos encontrássemos, todos e todas, em um grande Círculo, para trocarmos nossas histórias... “
A proposta está lançada:Dia 16 de maio, onde quer que você esteja, conte uma história sobre você (lembre-se, a proposta é trocar histórias de Vida) e convide que outras histórias de vida sejam narradas.
Vamos participar desta proposta fantástica e dar a vida um brinde com palavras e fazer planos pro futuro!

O Borra de Vida vai ser atualizado com textos e vídeos durante o dia e aceita sugestões e histórias para serem postadas. Para me mandar histórias, meu email é luiz@clickbest.net.
Para saber mais sobre o evento, o site é http://internationaldayblog.storycenter.org/

terça-feira, 13 de maio de 2008

Ansiedade, o mal do século


Pesquisas comprovam que a ansiedade é a maior tormenta dos jovens, mas eles estão nervosos demais para ler este tipo de pesquisa. Pesquisas bem discutidas são sobre a queda do emprego, os novos vínculos empregatícios e a evolução do Ipod, iphone , Itudo. Jovem só sente seguro quando o assunto é bem sabido dele. Por exemplo, que o time dele é o melhor do país é fato. Mesmo que tenha acabado de ser goleado. Nem mesmo nas tradicionais cantadas,no beijo furtivo, nas cenas de sexo encontramos a tal segurança. Cresce o medo do não, do tapa e de brochar. O jovem está tenso. Vive sob estresse, sob pressão. Até mesmo aqueles que dizem claramente e com orgulho que são vagabundos e vivem na praia, eu sei, que no fundo do mar, a preocupação o atinge em cheio.
Hoje em dia não adiantam faculdade, mestrado, bom emprego, dinheiro, carro importado e alguém por perto. Sempre tem algo para preocupar, para deixá-lo instável, reduzi-lo a quase nada.Os mais velhos olham com carinho e compreensão e riem da ansiedade prematura. Eles acham que entendem algo mas estão completamente enganados. É um novo século com tecnologias pipocando exigindo uma versatilidade jamais vista na sociedade. Não é só o modelo de celular que muda toda semana. São novos tipos de trabalho, extinção de outros e currículos cada vez mais atrasados. O medo de não chegar a margem, até porque a margem parece que se afasta exigindo cada vez mais braçadas. E nessa ansiedade, vamos vivendo deixando nossos braços mais fortes, nossas ações mais confusas e nossos pais mais enlouquecidas. Fazer o que? Endoidar os pais não é um mal do século. É um mal dos filhos. Mas é saudável, vai?

sexta-feira, 9 de maio de 2008

I feel so...


“Você pede garantias? Sauron não dá nenhuma! Se você implora por sua clemência, deve primeiro fazer o que ele ordena!” Boca de Sauron no Morannon

Escrevo para os momentos de trevas, onde tudo que se vê são corredores cinzas e monstros embotados pela ganância.Dedico esse texto a Paty Augusto e Iolanda que sempre estão do meu lado tentando me tirar desses corredores cinzas.

Corre pra longe fugindo de si mesmo, mas nunca vai chegar, nunca vai escapar. Sempre vai ter um espelho pra deixar claro quão perto você está. É esse sentimento que perturba, enlouquece, desfia sua coragem. É como estar a sempre a meio metro da superfície mas não conseguir emergir. É sentir que as lágrimas correm por dentro. É ter um espantalho a cada esquina. É só escutar os desagrados. É como ser obrigado a ver as tragédias de todos os telejornais consecutivamente. E não adianta gritar, ninguém vai vir te acudir.. Nada mais importa e os surtos ocorrem um a um. Pedras na porta da igreja, cortes no pulso da alma, berros ao vento levando a completa rouquidão. Tosse seca da fumaça do diesel. Olhos vermelhos , cinza, sem graça.E implora pra fugir, pra ser libertado, pra ver cores, pra ver Deus, ver amor.
O corredor cinza e os monstros embotados pela ganância não vão sucumbir mas vão deixá-lo com feridas leves e traumas.
Mas a vontade de sair sempre é a melhor opção.

domingo, 4 de maio de 2008

Ó Peter!



Tenho tomado goles de juízo...
E tapas de humildade!
Como diz a minha mãe...
"É Ruim mas faz bem".
Crescer é um difícil.
Amadurecer, uma agonia.
Talvez seja só medo.
Medo de ser chato.
Medo de deixar de ser.
Talvez seja mais que isso.
Crescer é ver o mundo do alto.
Afastar-se das formigas.
Ficar mais perto de Deus.
Mas quando chegamos nas alturas,
Percebemos que Deus está longe.
E as formigas, lado a lado,
nos esnobando.
Vai ver é mal da humanidade.
Fruto do pecado original.
Deus em uma tarde nublada
Olha para os dois humanos e grita:
Cansei de vocês! Sofram...
Crescei e multiplicai-vos!
E nesse dia nasceu o esperma,
A cólica, o mau humor...
Ahh! A graciosa TPM!
Crescer é perceber
que a vida não é feita de festas.
Muito menos de porres.
A vida, não é feita de momentos.
Pois momentos vem e vão.
A vida é feita de seqüência.
E cada ato, vai ter uma reação.
Tudo é avaliado. Um reality show.
Com câmeras oculares.
Espreitando, analisando...
Chego até a duvidar de mim mesmo.
Mas é só uma fase passada.
Não há tempo de questionar.
O trem da vida parte a cada dia.
Nos vagões sonhos com realidade.
Misturadas e difusas.
Na locomotiva, sigo firme, sozinho.
Atrás de caminhos mais amenos.
De pessoas mais justas
Com sentimentos mais fortes.
Realmente, crescer é um tédio.
Como te invejo, Peter pan.


Frase do dia: "Quem come mel, mastiga abelha"

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Ligação comercial



Espero uma ligação em horário comercial.
Aguardo, anseio, imploro. Mas nada. Nenhum sinal
O telefone está no gancho, mas cadê o seu chamado?
Eu fiz tudo que podia mas cadê sua voz? Aí desse lado.
Se me ligam, é engano, se me clamam é bobagem...
Isso tem que parar. Porque só torturadores assim agem.
E quanto tempo no aguardo por um toque inexistente?
Porque a falta de sorte tem que passar assim tão rente?
E no final do dia, é lógico acabar o horário comercial.
Uma gota do rosto é o único toque no telefone. O toque final.
Amanhã quem sabe, as coisas podem ser diferentes.
E eu vou deitar de terno, pois também quero ser gente!

terça-feira, 29 de abril de 2008

Filhos do Brasil



Eu nunca tinha falado a sós com Emílio. Vejo que tem uma mão mutilada com apenas dois dedos.
- O que aconteceu com você?
- Me joguei embaixo do trem.
- Você se jogou ou caiu quando estava brincando?
- - Não, eu me joguei de propósito. Estava com treze anos e queria mesmo morrer. Minha mãe me abandonou quando eu tinha seis anos, meu pai já tinha morrido. A rua me adotou, mas era muito ruim... Sem o carinho de ninguém.agora tenho 17 anos, faz muito tempo que vivo na rua, mas ainda não me corrompi: Não Roubo, não cheiro, só peço... De 20 pessoas, só duas ou três me ajudam. Agora estou aqui. Quero estudar, trabalhar, crescer, ajudar e, quem sabe, formar uma família que não tive
Seus olhos se iluminaram.
-Segunda-feira você poderá começar a estudar- garanto.
Emílio abraça a professora e beija suas mãos.
- é verdade que eu posso estudar?
E seus olhos ficam marejados de lágrimas!
Pobre rapaz, adolescente, negro sofrido. Você queria morrer porque ninguém o amava. Nós queremos gerar você de novo!

Filhos do Brasil- Renato Chiera


Esse livro é emocionante. Essa história tem vários trechos que mereciam detalhadamente um texto. Mas queria ficar no sonho. Hoje quase não escrevo. Deixo que a mente de vocês divaguem.
Façam um favor. Pensem por apenas alguns segundos no que faria vocês ficarem com olhos brilhando. Pensem, pensem mesmo. Agora comparem com o sonho desse menino. Não sei quanto a vocês, mas careço de mais simplicidade. E vocês?

domingo, 27 de abril de 2008

Não exagera- A tênue linha entre a melação e o romantismo



Sou aprendiz de poeta. Sempre fui. Desde os 7 anos. Daqueles que senta no sofá, conta estrelas e depois derrama o mel nos versos. E que lambança. Palavras açucaradas, doce escorrendo até a última estrofe. Veneno letal para diabéticos e afins. Uma danação.
Certa vez me apaixonei por uma punker e ela me ensinou a vomitar no papel. Eu era um anarco-punk. Viva o socialismo, a liberdade de expressão, o mal gosto de roupas e o preço do arroz na poesia. Viva os palavrões, as ofensas, os desabafos.
Aí, conheci gente mais leve, mais engraçada e juntei com o movimento anterior: Criei, com um amigo, um blog de espírito de porco. Zoar e falar mal mas com muita ironia... Os processos nas costas ainda não me fizeram esquecer essa época...
Depois, novamente movido a paixão, voltei a escrever poesias. Confesso que elas não estavam boas, afinal tão destreinadas... resolvi apelar pra crônica. Lá foi meu refúgio... Podia romantizar, criticar, ironizar e voltar a usar a maravilhosa licença- poética... Ou seja: Xingar a vontade, errar na gramática sem problema.
Hoje escrevo poesias. Mas sem tanto doce. O mel está caro. Hoje critico a desigualdade mas com mais inteligência do que gritos roucos de uma formiga. Hoje tento aproveitar mais o realismo da vida, do que a imprudência dos devaneios. Não que eu tenha parado de sonhar. Continuo contando estrelas, caçando cometas e suspirando com momentos felizes. Mas aprendi a respeitar diferenças, opiniões e críticas. E sabe? Posso até não voar até as nuvens e me tornar uma estrela. Mas meus textos, que hoje tem de diversos tipos, buscam acender o brilho de cada um. Espero que um dia, eu acenda o seu. Com mel ou sem: a preferência é do freguês.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Últimos devaneios de abril




Acredito fielmente que existe um terreno onde meus objetivos, sonhos, planos e desejos se tornem realidade. Sigo fielmente pela estrada que vai levar lá. Deve levar lá. Tem que levar lá... Não sei, é estranho. Até entendo a razão de estar caminhando sozinho. Os sonhos já são bem específicos. Mas eu não consigo compreender porque não vejo ninguém indo em direção aos seus próprios sonhos. Alguns até chegam a caminhar até as primeiras curvas mas depois abandonam. Medo de sair do Mundo real. Medo de arriscar ou sei lá. Medo de gostar.

Sem fazer apologia a Alice, a Matrix, Harry Potter e outros mundos fantasiosos mas temos que sonhar. Acreditar em outras versões em outras respostas. As soluções não podem se restringir apenas ou é desse jeito ou não faz. Claro que o mundo real tem formas bem sorrateiras de nos aprisionar: Contas no fim do mês, sociedade gananciosa e orgulhosa. Necessidade de fazer parte, de pertencer a uma tribo e de ser rotulado.
Eu não sei. Cansei de tudo isso, coloquei na minha mala alguns centavos a mais , umas roupas do bazar e fui atrás do que me faz bem. Do que me motiva, do que me impulsiona para frente.

Se nada disso for verdade, eu posso me orgulhar de coração, de ter tido uma experiência nova e ter na bagagem uma história mais bonita do país das Maravilhas, Matrix ou Hogwarts...

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Mais uma de estrada

Com poder de magia ou truque de mágica,
se levantou, sacudiu, baixou a poeira, ajeitou o cabelo e escreveu mais algumas bobagens no papel:

Quanto mais eu caminho, mais sinto saudade da estrada.
E logo vi que as flores não são sempre multicores.
E o céu troveja as vezes mas chora em seguida. Deve ser arrependimento...
Percebi que a estrada fica mais áspera e quente. Dá calo no pé e vontade de voltar.
Senti que os bons ares do caminho mudam.
E as vezes o ar é tão rarefeito,
que s enão fosse uma máscara deixada para mim, não dava mais não.
Descobri tardiamente que a comitiva que andava do meu lado, desistiu ou foi para outras bifurcações.
Que o mapa que eu seguia no livro de auto-ajuda só serviu para que eu me perdesse mais.
E já algumas palavras e conselhos serviram para bons atalhos.
Percebi que alguns caminhos parecem fechados, mas se a gente insistir muito, eles sempre se abrem...

Talvez, e pensou isso enquanto ainda tinha muita poeira pela frente, o que escrevia não era de todo, uma imensa bobagem. Pelo menos não totalmente.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Um presságio


Veríssimo, o filho, já falava de defenestrar. Mas nós tão leigos, nem entendíamos o significado. Foi através de sua crônica que eu descobri que Defenestrar vem do francês fenêtre que significa janela.
Defenestrar é jogar algo ou alguém pela janela. Quando li, juro, achei engraçado. Veríssimo também. Todos os leitores também. Inventar uma palavra pra isso. Tinha que ser francês! Depois a fantástica ironia desse escritor para ilustrar os usos da palavra. O homem na cama com a mulher na lua de mel. – Amor, sou um defenestrador. E ela tímida respondendo: estou pronta para tentar de tudo. Ele aparece segundos depois no pátio totalmente quebrado e a multidão o envolve e ele diz: Fui defenestrado. E a multidão diz: - Coitado e depois ainda o jogaram pela janela!
Na época, não tinha como não gargalhar. Era fantástico. Uma das melhores crônicas que eu já tinha lido.
Veríssimo, o filho, continua fantástico. Com textos atuais, cativantes e maravilhosos. Mas essa crônica, defenestração, em particular, não me faz mais rir. Saiu da crônica, aqueles textos críticos da segunda página do jornal para a primeira manchete.
E perdeu a graça, perdeu a magia. Perdeu o encanto. Perdemos a Isabela.

sábado, 12 de abril de 2008

Mais devaneios, capelos e gaivotas de abril



Quanto tempo temos? Não muito, não muito. Mas é suficiente? É suficiente? Depende. Depende da intensidade do seu vôo.

Eu já falei algumas vezes que nunca mais faria algo. E me vi meses ou semanas depois repetindo com o mesmo cinismo e fazendo as mesmas projeções futuras.

Reza a lenda que não se deve dizer nunca, nunca! Pelo visto, acertaram em cheio.

Já sonhei com princesas e acordei com dragões, já implorei por riqueza e vibrei com a sua escassez, já fiz planos mirabolantes e decido largar tudo pra ser feliz. E até agora, nessa decisão vou bem...

Se você pudesse escolher apenas por hoje, o que fazer nessa manhã, entre qualquer coisa, o que você escolheria? Meu medo é passar o dia inteiro em casa tentando decidir...

Já parou pra pensar que o grão de arroz que você comeu hoje, você nunca mais vai ver? Cuidado, esse pensamento é meio depressivo...

Uma das questões mais contraditórias na vida é saber se devemos tentar o cotidiano ou as aventureiras mudanças. E não tem jeito, a melhor resposta é ficar em cima do muro e aproveitar das duas linhas.

Nunca procurei, apesar do meu fascínio, a palavra liberdade no dicionário. A explicação pode ser meio clichê mas deve ser pra eu ser livre de sonhar com a definição que me couber.

Certa vez acordei sobressaltado na madrugada pensando que tudo que havia pra se fazer na vida, eu já tinha feito. Tudo, tudo mesmo. No sobressalto, escrevi esse texto, planejei mais 10 fatos inéditos e voltei a dormir.

O vídeo acima é do filme Fernão Capelo e Gaivota. Recomendado a todos sem restrição etária, poética e filosófica.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Desabafos de abril

“Os homens são humanos. Demasiadamente humanos” Nietsche



Analistas de merda

Ficam tentando me engaiolar nos seus padrões freudianos e junguianos. Será que não percebem que sou normal demais para vocês? Que aberrações clichês só existem na televisão depois de uma nova roupagem do marketing?
Estou fora do padrão de vocês. Falo demais, bebo mais do que drinks de frutas, xingo alto, choro, explodo de tristeza e dou gargalhadas de alegria. Isso tudo em questão de minutos.
Fico calado e engulo verdades e depois saio atirando pra tudo que é canto. Sou babaca, imaturo, orgulhoso playboy de faculdade rica que se junta com pobres, desvalidos, sujos e mal cheirosos. Eu Jogo futebol, assisto golf e cricket , amo sanduíche de brie com damasco mas se não tiver me entupo de angu com feijão. E ainda repito estalando os lábios. Vai tentar me enquadrar? Então bota aí: revoltado. Mas não esquece de dizer que respeito os 10 mandamentos, não saio xingando a torto e a direito e sou polido. V ai encarar? Vai enquadrar? Me esquece!

terça-feira, 8 de abril de 2008

Devaneios de abril...

As coisas estão piorando. Já tenho notado mas ontem foi a constatação mor. Recebi uma propaganda de um cruzeiro para universitários prometendo orgias, lindas mulheres e 4 dias de muito prazer. As fotos estavam realmente bem convidativas evidenciando o grande barco, suas acomodações e lindas mulheres agarrando homens e tomando drinks azuis, verdes e chamuscantes... Até que reparei lá embaixo , quase invisível com uma letra semi-microscópica: “Imagens fantasias. Não correspondem com a realidade. "

O que significa? Que em vez de ser um belo cruzeiro de 5 andares vai ser uma jangada ou um bote de plástico com cheiro de guardado? Que as bebidas azuis, verdes e chamuscantes nada mais são do que copos de cachaça com anilina? Que as mulheres na verdade são transformistas?
Não sei. Fiquei olhando o flyer pensando...


Realmente tudo hoje é imagem fantasia.



Fiquei pensando nas máscaras que usamos todos os dias. Alguns tem centenas. No final, não sabemos como a pessoa realmente é. Gosto muito da definição do Shrek que somos todos cebolas: cheios de camadas.
Dessa forma, não iludimos ninguém. A sociedade do espetáculo. O teatro das máscaras ou das sombras. Ou apenas fantoches baratos vendidos em camelôs.
E se quiser, continuo mostrando a teoria da conspiração. Se você toma aquele adoçante Zero Cal líquido, vire ele leia seu rótulo: “Nome fantasia. Contém caloria.”
Anúncios de cerveja e de carro botando mulheres maravilhosas do seu lado. Atletas tomando refrigerante! É tudo fantasia. Talvez eu mesmo seja uma. No final de cada texto, talvez fosse melhor terminar dizendo: os personagens são ficcionais, não tente fazer isso em casa, você não deveria ler algo de alguém que nem sabe se existe realmente.
Tudo pode ser uma farsa. Uma estratégia de marketing, o uso de uma tecnologia inovadora que você ainda desconhece...
Esse papo todo me cansou. Vou deitar na minha cama (ou na que eu acho que é) e ter os meus sonhos que cada vez mais ficam melhores que a realidade em si.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Não parem de escrever!



Exibam sua alma em forma de textos. Eu imploro, eu careço!
Digam sues pensamentos, suas idéias, seus devaneios. Eu preciso, eu desejo, eu anseio!
Joguem Palavras ao Vento, gritem que tudo que precisam é amor, é inspiração, é se completarem. Se vocês, minha outra metade é vazia, metade repleto, completo, inquieto. Não parem de escrever, não parem de desenhar seus sentimentos no papel.
Mostrem suas filosofias, suas idéias, suas versões e aversões. Deixa eu me preencher com seus poemas, com suas críticas., Deixa-me ver vocês nos seus desabafos. Deixa eu entrar nessa intimidade permitida e contribuir com cafunés ou palavras amigas.
Deixa eu compartilhar meus medos e mostra a vocês como somos idênticos mesmo vivendo em realidades tão distintas.
Mostre-me a misticidade de Brasília, os segredos obscuros de São Paulo, as belezas do sul, os encantos do rio.
Ensinem-me a ver ávida com seus olhos. A crescer com vocês. Vamos construir mundos, palácios literários, versos cooperativos.
Vamos fazer mudanças ou simplesmente propô-las... vamos fazer história!
Esse texto dedico em especial a Paty Augusto, Deise, Mare e Luiza... Força meninas, vamos em frente!

sexta-feira, 28 de março de 2008

Maior dos prazeres


As vezes o maior prazer está em lembrar e contar prazeres antigos. Uma leve nostalgia, um copo de vinho com o reflexo da lua cheia e a gente ali sentado saboreando aqueles fatos marcantes. Se tiver som ambiente, que seja leve. MPB é uma boa pedida. Se a música for boa mesmo, nem precisa do vinho até porque na atual conjuntura é melhor economizar...
Esse é um dos prazeres mais nobres. As vezes considerado vã filosofia, discurso de bêbado ou simplesmente coisa de aposentado. Mas é no passado que se encontra o glamour das narrativas. A estória pode ser editada de acordo com o nosso interesse. Posso lembrar do romance com a linda menina do 402 sem precisar falar do pé na bunda...Não é mentira, apenas uma omissão salutar.

Passar conhecimento é o melhor dos prazeres. Claro que essa é uma frase proibida. E se me perguntarem, eu nego solenemente. Afinal, desde a infância, eu escuto que nada supera mulher, beijo e sexo, nessa ordem cronológica. Então quem sou eu pra discordar? E realmente estar com uma mulher é fantástico, nem precisa de copo de vinho, lua cheia e som ambiente. Mas eu fico pensando no futuro. Quando for um velho gagá, sem força pra estar com uma mulher. Nem com viagra, copo de vinho, nem menos a lua cheia ou som ambiente.
E me amedronta achar que não passei nada de novo. Que não deixei meu legado por aí. E quando morrer, ser lembrado apenas por tentar ironias em crônicas e por ter ficado com a menina do 402... Afinal, a cada dia a gente escreve uma página de acontecimentos. Com ódios, prazeres e conquistas. Sim, as derrotas estou, deliberadamente, omitindo. Mas se não passarmos esse conhecimento para além de nós mesmo, para que adianta vivê-los?
Se no futuro todo nosso corpo será comido por larvas. Bichinhos sem graça e brancos que não tomam vinho, não apreciam a beleza de uma lua cheia e um som do Caetano Veloso. E o pior: vão fazer comigo, o mesmo que farão com a vizinha do 402. Ô seres sem imaginação...