sábado, 30 de abril de 2011

reflexões derradeiras de um abril despedaçado

Acredito que a vida seja execução de um grande planejamento; e que por trás de tudo, até de um raio de sol ha uma fórmula complicada de várias incógnitas e variáveis.
Por isso, cabe a nós , capitães do nosso dia, a grande escolha de conduta: ou somos poetas ou cientistas. Podemos ser um pouco dos dois, mas não creio que consigamos exercer as duas funções simultaneamente.
Mesmo que escolha os números, te convido na folga olhar a vida como um cenário divino e magnifico. Faz bem aos átomos que te compõem.

Princesa de Uberlândia

Vem com olhos pontuais mas a incerteza do futuro, mas vem.
Chega de mansinho ou fazendo sentir a sua presença. Tanto faz, vem.

Diz queo noivo vai se casar todo de branco mas quando o conhecer ele deve estar de jeans.
Fala que sofre por amores terceiros não resolvidos
mas tudo bem, não há importância.

Fala de poesia, de sertanejo, de cervejas proibidas ou da paixão de Cristo.
Converse sobre política, trabalho, marketing, viagens e assuntos afins.

Não importa o fim da poesia, o fundamntal é que ela já começou.
Não me preocupo se o resto será crônica literal ou versos épicos.

O importante é o presente, o carinho, a intensidade do momento.
Por isso, princesa que não é do William nem da Europa, vem.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

desabafos de um velho sem silicio

Ai meu web filho, seu Paiberrie já está mais velho que Ipad...
Sou de um outro tempo. Quando achávamos que o tempo era uma medida calculável, acredita?
Sou velho como televisão 3d ou aparelho blu-ray. Na minha época, as crianças só tinham um aparelho de comunicação cada um. Sim, sim, a gente achava que era suficiente. Chamávamos de celulir ou celular, algo do tipo.
Era um mundo engraçado, o passado. Não tinha tecnologia quase mas achávamos que estávamos arrasando. Lembro que as pessoas chamavam de computador de bordo, quando o carro calculava e fazia uma manobra automaticamente sem uso das mãos.
Sim, nessa época jurássica usávamos as mãos. Tudo bem manual: digitar era um verbo da época que significa usar os dedos, essas extremidades que fazem cócegas da sua Handconection.
Ai que saudade de poder entrar em casa e não ter nenhuma máquina te aguardando com os confortos do lar.
saudade de quando falávamos um com outro e saiamos em bares e trocavamos olhares sem globos oculares nanoimplantados.
Quando beijamos e não sentiamos o gosto metalico dos circuitos tão fundamnetais na nossa saude.
Saudade de um mundo que a web ficava em computadores e rústico significava nenhuma tecnologia mesmo.
Sei que estou me delongando como um e-mail do século passado, mas não me descarte na rede de lixo virtual. Posso ser util como uma reliquia. Igual aquela projeção holográfica que eu tenho no sotão. serve pelo menos pra lembrar de um tempo que se sorria também com o rosto.

terça-feira, 19 de abril de 2011

domingo, 17 de abril de 2011

Lua cheia e novos amores

Há quem pense que a lua cheia inspira. Outros, acham bobagem. Eu acredito que é uma excelente desculpa usar algo tão belo pra falar de amor.

Eu queria estar em um relacionamento amoroso. Não, não se trata de um texto pra ser postado num classificado na coluna PROCURA-SE. Ms é um desabafo sobre o amor.
Queria os pequenos atos. Alguns já descritos aqui como falar bobagens, trocar mensagens, falar amenidades.

Queria também estar amando pra poder falar frases de cinema e da literatura clássicas e que acho que se enquadram em alguns momentos da vida. Por exemplo, Estou sonhando. nem ouse me acordar. Ou tudo que nos separava subitamente falhou. Já usei essas frases eternas em relacionamentsoa ntigos. O problema é que o relacionamento não foi tão eterno...

Mas hoje escrevo em prol da vida, da lua, das novas conquistas. Pois estou em busca do amor poético, dos versos , do cavalheirismo necessário. Do amor eletrizante, empolgante, animal mas também carinhoso e romântico.

Nesse sentido, eu sou velho, arcaico. Mas talvez seja um diferencial. Eu nasci velho e dessa forma quero ir até o fim dos meus dias terrenos. De braço dado com o amor da minha vida. O que tem de mais ser um pouco cafona e romântico, quando o assunto é amor?

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Um pássaro pousou na minha janela

Em um dia de angústia, escrevinhando bobagens;
Eis que surge um feio pardal ruidoso e distraído.
Ele não é corvo, não há umbral e nem plumagens.
Mas pousa na minha janela. sem pio ou grunido.

Se eu fosse poeta, faria o soneto do pardal empavonado.
Se fosse um ogro, espetaria com um lápis e teria um jantar.
Se racional, analisaria os riscos em uma tabela de dados.
Se sentimental, me inspiraria no pardal, como se faz pra amar.

Mas não sendo nada desses adjetivos pomposos escritos,
Levantei-me com sono e me atirei em um canto qualquer.
Como o pardal, sou nômade e vago torcendo pra ser bem vindo.
Entrando em seu quarto e esperando o adjetivo que você tiver.

domingo, 10 de abril de 2011

Em busca da última chance

É como se todos partissem em uma marcha fúnebre em direção a porta. Eu sentado no canto escuro do quarto, isolado, tento gritar para ficarem comigo mas as mordaças não permitem. Tento me jogar na frente das pessoas, mas meu corpo paralisado não me dá essa regalia.
O que funciona em mim são os olhos.
Olhos que veem o mundo se afastando;
olhos para chorar a vontade;
Olhos que nada mais verão qunado o último
olhar pra trás, nada ver e fechar a porta esperançoso.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

sobre a semana poética

Saudade dos tempos que balas eram de hortelã., chocolate, coco...
vinham embaladas, formosas, brilhantes , imperdiveis....

Semana que vema a poesia volta. Falando de vida, de amor.
Afinal, é o que vale.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Aos amores

Em uma vida, tão pequena
Já amei por vários séculos..
Já amei donzelas e anarquistas;
Poetizas e santas e e prostitutas.
Já amei irmãs, já amei por amar;
Já fingi, fingir o amor que deveras senti.
Já disse não te amo, amando.
Fiz juras de amor sincero a uma desconhecida.
Amei por séculos, milênios , anos luz.
Mas ainda tenho muito a amar,
Pois amor eterno, esse ainda não amei.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Aos amigos

Aos amigos
Eternos. Amigos. Risos, suspiros.
Uma palavra, uma voadora.
Amigos, amigos.
Negócios pra que?
Amigos satélites. Ficam, ficam.
Amigos cometas, tchau, bye.
Amigos que escrevem páginas;
Capítulos, ou mesmo notinhas de rodapé.
Amigos que definem orelha do livro.
De todos, prefiro todos.,
De um, sou de todos.
Amigos eternos. Amigos que coleciono.
E que busco cultivar.

domingo, 3 de abril de 2011

Semana poética do blog

A semana se inicia com uma menção a poesia.
Um brinde aos versos que dançam e que decidem a hora de entrar em conversa e ahora de finalizar. Uma semana de homenagem ao colorido da vida que tantas vezes se esconde nas dores dos homens. Até sexta, uma poesia ou uma tentativa poética ( mais apropriado) que vai evidenciar o afeto a tudo que nos faz bem.
Espero que gostem.

Grão
Nem mar, nem sol, hoje sou grão.
Grão que sobrevive no equilíbrio.
Entre a beleza ruidosa e o silêncio.
No trabalho incessante e humilde.
No dorso de gaivotas indecisas;
Na crina de cavalos certeiros.

Nem sol, nem mar. Hoje sou grão.
Como meus antepassados foram;
E hoje germinam em outros planos.
Grão seco o suficiente pro deserto;
Mas poroso pra aprender a aprender.

Nem sol que queima em demasia.
Nem mar que afoga afobado.
Simplesmente grão que existe.
Nas lições que insiste em resistir.

Nem sim, nem não; nem tudo ou nada.
Nem lá, nem aqui, nem sei, nem sou.
Mais que pouco, menos que tudo.

Um caminho, uma trilha, um passo.
Um pé, um dedo, uma unha.

Uma ideia, um suspiro. Um grão.

sábado, 2 de abril de 2011

Soneto do amigo

Soneto do amigo
Ou o soneto da saudade
Ou soneto do egoísmo
Ou o nome que você quiser dar.

Tenho amigos de todos os cantos.
Com suas nuances e vários trejeitos.
E quando um vai, o choro é tanto.
Que sou eu que definho no leito.

Porque não parte só um pro descanso.
Vai um pedaço de todo meu legado.
E de remoer as histórias, não canso.
Pois perco uma aresta. Todo um lado.

Os amigos que restam e que são tantos
Ficam me dando afeto perante meu leito
O problema é que não importa o que se faz.

Apesar do carinho, continuará suave o pranto.
E apertará no instante que sozinho deito.
Pois enquanto só durmo, ele descansa em paz