Eu até hoje nunca conheci quem não gostasse de Borra. Sem malícias e delícias, borra é aquele líquido mais grosso do café e do nescau. É onde fica todo o açúcar que apesar de ser proibido pelos médicos, é o melhor da bebida. Borra de vida evidencia os momentos doces e incríveis e nos convida a partir para uma viagem pelo lado tão bom e tão esquecido da vida. A viagem é arriscada e pode nos fazer não querer mais voltar a nosso mundinho cinza. e daí? Vale a pena o risco.
Jornalista com ênfase em comportamento, empreendedorismo e tecnologia.
Poeta amante das palavras e de sua diversidade. Um cara feliz. O mais feliz do mundo!
Quem disse que um tronco de árvore não pode sonhar? Quem foi o tresloucado que pensou que ele tinha só que enraizar? Ficar quieto, parado e só se mexer, no momento da serra, derradeiro. Pois existem árvores que sonham. Quem tem desejos e paixões. Exitesm árvores que não se conbtentam em crescer, frutificar e morrer. árvores dançarinas, árvores que acolhem casais apaixonados, e muito mais... Árvores que querem chegar mais perto de Deus e outras, mais perto dos homens. Olhe bem para estas sonhadoras que se espalham por aí e veja se estão erradas. Se concordar que elas devam sonhar, saia das suas raizes e faça o mesmo.
Um menino qualquer solta uma pipa colorida inocentemente. Próximo, um homem de roupa social abastece o carro e assiste o desempenho da pipa.Lembra de sua infância sem aquelas roupas, com uma pipa , não tão colorida, mas feliz. Feliz como a pipa. Feliz como aquele menino. Feliz como ele já foi. Nas divagações, lembra da noite passada e sente calafrio. A pipa continua lá em cima, cada vez mais alta. Lembra de ter finalizado uma conversa com uma pessoa que tinha um carinho especial: “Tudo bem. Eu sei que vai passar”. E ele de roupa social, magoado e vislumbrando com olhos marejados, a pipa que se perdia no horizonte. Bem próxima a uma outra que vinha veloz e direta.
Lembrou-se que apesar de ter dito, não estava conseguindo que aquilo passasse. Afinal, não era tão simples. Ele tinha sido magoado, se sentia esquecido. Estava correto de se sentir culpado. A outra pipa envolveu a do menino de forma quase paternal até que em um corte magnífico a pipa do menino soltou o cordão umbilical e bailando no céu anunciou a sua jornada para o chão. No horizonte a pipa vinha lentamente, agonizando sua descida caótica. Crianças já corriam desordenadamente pra tentar afanar o papagaio. O homem continuava intacto, parado junto com o menino que estranhamente sorria e também não se movia.apenas,com os olhos pra cima, via a dança de sua pipa. O homem já havia abastecido e sentiu uma pena do menino. Ou vai ver, sentiu dele mesmo. Afinal, nem conseguiu filosofar em cima da pipa por completo. Sentia-se infeliz, mas preferiu dizer que o menino estava triste. E chegou perto dele, tentou o consolar: - Não fique triste com a pipa, vai passar.” O menino que com sorriso se tornava ainda mais menino, disse: “não se preocupa moço. Já passou.O final da pipa não me importa. O que vale é que ela subiu mais alto que todas as outras. Não é como se está hoje, mas aquilo que se guarda na memória.” E saiu como se nada tivesse feito. Como se nada tivesse dito. Nem percebeu que deixou o homem chorando maravilhado no posto. E a pipa ainda dançava no céu!
O blog continua. Eu juro. mais lento que um cágado, mais insuportável do que esse Big Brother, mais enigmático do que aquele trem fantasma que andou 4 estações sem maquinista aqui no RJ. Mas hoje resolvi parar. Parar o que está parado? Alguns podem soltar essa farpa, mas eu prossigo calmamente. Parar pra ver o que quero da voida. Quantas vezes fiz reflexões e nada adiantaram? Quantas vezes olhei pro horizonte e não vi nada além de lágrimas e um futuro incerto. Resolvi parar em frente do precípicio. Não sou eu que que ando em sua direção, é o caminho entre ele e eu que fica menor. E quanto mais eu grito, mais mudo percebo que estou. Quanto mais peço socorro, mais percebo que a solidão me engole. Parei. Não para escrever uma carta póstuma. Não quero prosseguir neste precípicio. Quero seguir a boirboleta e voar como antes fazia. Quando olhava para o horizonte e via a beleza, Deus, planos... Parei. parei para descer deste ônibus fatal. Pular pela janela e mesmo que saia com feridas, mas que possa sair vivo. Um tempo que eu acreditava na vida, nas pessoas e na existência da alma gêmea. Quanto eu tinha fôlego paralutar pelos meus sonhos e não me contentar com o alimento enlatado e sem graça que é empurrado pela minha garganta a dentro. Parei. Pra cuspir, vomitar, me libertar. tentar voltar ao mundo colorido que me encantava e me trazia boas sensações. Parei para almoçar. Só isso. Mas depois do almoço eu volto , juro. Mas juro que tentarei ir atrás do que sonho.
Fogos explodiam por todos os lados, pessoas se abraçavam e estouravam espumantes quentes. Gritos e canções eram entoados. Faziam-se planos, beijavam na boca e se despediam de 2009. No meio de tanta alegria e sonhos para o futuro, um ser com olhos marejados. Um ser que até cantou com os outros, que até abraçou e desejou os votos com muito carinho e sinceridade. Um ser de azul e short branco com chinelo verde. A moda nunca foi seu forte. Mas naquele dia, as cores tinham significado. E a ausência de outras, também. Não passara a virada de vermelho. Depois de anos com essa cor predominante, escolheu o azul. Queria tranqüilidade.
E até o momento era isso que ele tinha. Sentia-se em um barco no meio daquela multidão embriagada. Como se fossem ondas raivosas, ele mantinha seu barco são. Por escolha própria ou por simplesmente não conseguir mergulhar naquelas ondas de escapismo.Depois dos fogos, a música aumentou e o ser de azul com calça branca e chinelo verde ficou, com toda sua falta de moda, no meio de agarrações. Pessoas sexuais querendo seus primeiros beijos do ano em rituais profanos. Fechou os olhos. Não para beijar, mas para não ver aquela cena lamentável. Caminhou até a orla, mas não teve coragem de dar seus tradicionais 7 pulinhos. Não estava por inteiro. .
Faltava algo ou alguém. O que acontecia? Estava mais velho e rabugento? Será que uma coisa atraia a outra? Viu então um senhor grisalho se jogando na areia em uma tentativa frustrada de dar um peixinho. Não... Era só ele que estava rabugento. E temeu que seu primeiro sentimento do ano fosse negativo. Por isso fechou os olhos. Voltou com a metáfora do barco, mas mentalizou um mar tranqüilo. Onde ele pudesse mergulhar. E lá estava em um oceano mais calmo,com os raios de sol brilhando e pessoas mais sensatas brincavam . Lá, ele não precisava se esconder no barco. Lá, as pessoas realmente gostavam dele e não estavam ali apenas para serem superficiais. Lá, ele pulava as ondinhas , desejando um ano novo em forma de oração. Realmente, lá, ele não estava sozinho.
E de volta a realidade, pela primeira vez, o ser de camisa azul, bermuda branca, chinelo verde sorriu. Sorriu pensando no passado e desejando um futuro melhor. Um ano mais intenso, mais verdadeiro e em mares mais tranqüilos. Há, e sim: Com melhores noções de moda para a próxima virada.
A palavra é antes de mais nada, uma intrometida. Corre solta, corre livre. Para onde corre? Mistério. O professor pode ter sua palavra invadindo o íntimo dos seus alunos ou se perder no vácuo do entretenimento. A palavra pode consolar, ser o combustível para o sucesso, ser algo divertido e amena.... Mas a palavra pode magoar, partir coração, destruir sonhos, arrasar inocentes. Dizem que o revolver é perigoso. Certamente é, mas não mais que a palavra. A bala pode matar, mas um de cada vez. Um simples SIM pode destruir um planeta inteiro. A palavra é antes de mais nada subversiva. Se a comunicação fosse visual, seria mais sincera. Podíamos treinar a entender os tresjeitos,os olhares, os desejos... Só com a observação, sem precisar escutar uma palavra pra prosseguir ou parar. Mas quando dependemos da palavra,ela nem sempre é sincera. O corpo pode dizer que sim mas o verbo recua. A palavra é antes de mais nada um atraso na corrida evolutiva. A palavra que sai pensada, vem enlatada nos pré-conceitos da sociedade. A palavra que vem instintiva pode vir crua, dura e cruel. Por isso, faço um convite: só use a palavra para o bem.Só a use no último caso. Console com um abraço sincero, peça beijos intensos e não palavras de amor. Viva mais do que fale. Acumule experiências sem tantas necessidade de as contar a diante. Na hora certa, deixe que as experiências saiam de sua boca. Sinceras com todas as suas dificuldades. Humildes sem deixar que ela o torne o que você não é. Pura como a palavra sincera deveria ser.
Volto em edição especial..... Um aviso a todos os mortais. Cuide bem daqueles que você ama. Cuidado para não os destruirem. Mesmo que seja sem querer. Um sorriso em um sopro se apaga. Um silêncio pode provocar mares de lágrimas. Cuide bem do seu amor. Sempre!