Para poetizar precisa parar de perguntas, pesquisas, pranchetas.
Pegue palavras com PE e passeie para o prazer.
Perca-se nas possibilidades possíveis.
Para passar passeando com passos em partituras passadas para parecer passos.
Pare.
Prove.
Permita-se.
Puxe palavras. Perca períodos. Pique e Pise em parágrafos.
Pare de prostituir poesias.
Permita-as perdurar perenes.
Eu até hoje nunca conheci quem não gostasse de Borra. Sem malícias e delícias, borra é aquele líquido mais grosso do café e do nescau. É onde fica todo o açúcar que apesar de ser proibido pelos médicos, é o melhor da bebida. Borra de vida evidencia os momentos doces e incríveis e nos convida a partir para uma viagem pelo lado tão bom e tão esquecido da vida. A viagem é arriscada e pode nos fazer não querer mais voltar a nosso mundinho cinza. e daí? Vale a pena o risco.
Se for sua primeira vez aqui, vale a pena ler o manual de instruções desse site... só por precaução! Clique aqui
terça-feira, 22 de maio de 2012
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Faz de conta
Faz de conta que nossos porcos são cavalos alados;
que as goteiras da laje são cachoeiras do jardim de inverno.
Faz de conta que o fedor do esgoto é maresia;
que os mosquitos são cobradores de imposto levando aquilo que os pertence.
Faz de conta que miséria é ter que viver cheio de grade em apartamentos longe do chão. Que a liberdade é poder diariamente buscar trabalho e voltar de mãos abanando e a pé.
Faz de conta.
Faz de conta de tudo isso, que no final, além de um lindo sorriso, seremos heróis.
domingo, 29 de abril de 2012
quarta-feira, 4 de abril de 2012
E ele chega
Grilinho- E enfim, chegou. Te pegou desprevenido, naquele momento que você relaxou na trincheira, aquele suspiro mal dado, aquele deslize da seriedade. E o amor te pegou de jeito. Te jogou na parede, te encurralou em uma rua escura e fria que magicamente pareceu florida e perfumada. E os problemas sociais se esvairam, as críticas, as ofensas e lamentos ficaram pequenos como uma vírgula na Bíblia.
- Quando dei por mim, estava lá, amando. Com braços trêmulos tentando fazer um cafuné. No fundo, um Arpoador todinho pra nós. Sei que não conta. Quem resiste com as belezas do Rio? Mas o sentimento de plenitude continuou até no ônibus nas ruas esburacadas do Rio. Não tinha mais jeito: Se aquela sensação continuava em horário comercial de um calor de 40º, o amor realmente entrou solando a porta.
Grilinho- E já não tem mais nada pra fazer. Agora, é só ir com calma e me ouvir. ... Luiz, quer parar de olhar com essa cara de bobo pra essa parede? Luiz!!!!!!!
- Quando dei por mim, estava lá, amando. Com braços trêmulos tentando fazer um cafuné. No fundo, um Arpoador todinho pra nós. Sei que não conta. Quem resiste com as belezas do Rio? Mas o sentimento de plenitude continuou até no ônibus nas ruas esburacadas do Rio. Não tinha mais jeito: Se aquela sensação continuava em horário comercial de um calor de 40º, o amor realmente entrou solando a porta.
Grilinho- E já não tem mais nada pra fazer. Agora, é só ir com calma e me ouvir. ... Luiz, quer parar de olhar com essa cara de bobo pra essa parede? Luiz!!!!!!!
quinta-feira, 8 de março de 2012
supercalifragilisticexpialidocious
Bom dia pessoal!
No dia internacional da mulher, resolvi atualizar o blog com a grande pedagoga, babá e fantástica Mary Poppins. “Mary Poppins” é uma importante figura
da cultura mundial. A época em que se passa seu filme de 1964,(Walt Disney) é na verdade 1910, marcando o
fim de reinado de uma mulher à frente do maior Império da
época: a famosa Era Vitoriana.
Na Era
Vitoriana há uma importante reviravolta social, cultural e política
decorrente do auge dos lucros da Revolução Industrial e da
expansão do Império Britânico.Contudo, um período onde os valores morais começam a perder escala em grande velocidade. Aí surge Mary Poppins.
O trabalho de Mary Poppins perpassa a
educação e o carinho que os pais transferem às babás, mas deve tornar as
crianças mais dóceis, felizes e esperançosas, que experimentam viagens
fantásticas e que sabem retornar à realidade. E, uma vez que a família
esteja reestruturada, seu trabalho se encerra e os ventos a sopram de
novo para outros lares.
Mesmo sendo a
primeira obra datada de 1934, Mary Poppins continua a encantar o
público até hoje e nos ensinar valores de coragem, respeito, diferenças
e, principalmente, que você pode sonhar e deslumbrar-se com a fantasia e
a mágica, deixar viva a criança que há em cada um de nós, sem que isso
implique anulação do adulto responsável.
Desejo a todas as mulheres um dia extremamente supercalifragilisticexpialidocious! Que eu não sei exatamente o que significa, mas que é bom, eu garanto!
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Oroboros
Trabalhar com roupa de adulto e olhos de crianças. É a roda, é a roda.
Meu objetivo profissional não é ganhar dinheiro. Isso é uma mera consequencia depois de um dia divertido. Meu trabalho é buscar pessoas que tem brilho nos olhos e incentiva-las. Brincar de pique-pega e pique parede com aqueles que não possuem este brilho.
Sou caçador de brilho nos olhos. Não busco projetos, busco sonhos. Fujo das estatísticas, como gato da banheira. Porque elas mostram o que todo mundo consegue vê. Eu vou além delas, deixando-as como mero instrumento de conquista no último caso. Vou na picuinha, naquele senão, naquela voz da infância.
Já fiz clientes chorarem, mas com uma causa nobre: Encorajar a emoção no projeto, no trabalho, na vida.
Já se foi tempo que arte era exclusivamente incentivada nas aulas soturnas de arte do primário e no museu.
Abrimos a porta dela em todas as cavidades da vida. E eu exploro o desenho do engravatado, a poesia do engenheiro, o abraço choroso de um médico experiente.
Quanto mais envelhecemos, mais infantil precisamos ser para o peso da idade não nos sucumbir em um mundo cinza e chato.
Meu objetivo profissional não é ganhar dinheiro. Isso é uma mera consequencia depois de um dia divertido. Meu trabalho é buscar pessoas que tem brilho nos olhos e incentiva-las. Brincar de pique-pega e pique parede com aqueles que não possuem este brilho.
Sou caçador de brilho nos olhos. Não busco projetos, busco sonhos. Fujo das estatísticas, como gato da banheira. Porque elas mostram o que todo mundo consegue vê. Eu vou além delas, deixando-as como mero instrumento de conquista no último caso. Vou na picuinha, naquele senão, naquela voz da infância.
Já fiz clientes chorarem, mas com uma causa nobre: Encorajar a emoção no projeto, no trabalho, na vida.
Já se foi tempo que arte era exclusivamente incentivada nas aulas soturnas de arte do primário e no museu.
Abrimos a porta dela em todas as cavidades da vida. E eu exploro o desenho do engravatado, a poesia do engenheiro, o abraço choroso de um médico experiente.
Quanto mais envelhecemos, mais infantil precisamos ser para o peso da idade não nos sucumbir em um mundo cinza e chato.
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