Trabalhar com roupa de adulto e olhos de crianças. É a roda, é a roda.
Meu objetivo profissional não é ganhar dinheiro. Isso é uma mera consequencia depois de um dia divertido. Meu trabalho é buscar pessoas que tem brilho nos olhos e incentiva-las. Brincar de pique-pega e pique parede com aqueles que não possuem este brilho.
Sou caçador de brilho nos olhos. Não busco projetos, busco sonhos. Fujo das estatísticas, como gato da banheira. Porque elas mostram o que todo mundo consegue vê. Eu vou além delas, deixando-as como mero instrumento de conquista no último caso. Vou na picuinha, naquele senão, naquela voz da infância.
Já fiz clientes chorarem, mas com uma causa nobre: Encorajar a emoção no projeto, no trabalho, na vida.
Já se foi tempo que arte era exclusivamente incentivada nas aulas soturnas de arte do primário e no museu.
Abrimos a porta dela em todas as cavidades da vida. E eu exploro o desenho do engravatado, a poesia do engenheiro, o abraço choroso de um médico experiente.
Quanto mais envelhecemos, mais infantil precisamos ser para o peso da idade não nos sucumbir em um mundo cinza e chato.
Eu até hoje nunca conheci quem não gostasse de Borra. Sem malícias e delícias, borra é aquele líquido mais grosso do café e do nescau. É onde fica todo o açúcar que apesar de ser proibido pelos médicos, é o melhor da bebida. Borra de vida evidencia os momentos doces e incríveis e nos convida a partir para uma viagem pelo lado tão bom e tão esquecido da vida. A viagem é arriscada e pode nos fazer não querer mais voltar a nosso mundinho cinza. e daí? Vale a pena o risco.
Se for sua primeira vez aqui, vale a pena ler o manual de instruções desse site... só por precaução! Clique aqui
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
a gente reaprende.
Vivendo e aprendendo? Não tenho coragem para soltar essa frase clichê depois de tantos anos na escola da vida. Vivendo e se acostumando? Confesso que foi assim que passei muitos anos da minha vida. Vivendo e desaprendendo? Sim, porque é preciso limpar os terrenos. Vivendo e se iludindo? Não é bom, mas a ilusão é tão gostosa até o estourar da bolha... Vivendo e me analisando? Eternamente entendendo quem sou. Vivendo e caindo? Faz parte, faz parte. Vivendo e se reerguendo? Porque somos guerreiros que não desistem. Vivendo e reaprendendo? "Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi."
Vamos com tudo pra 2012!
Vamos com tudo pra 2012!
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Textos de internet com café quentinho. Parte 1
No
ventre de uma mulher grávida dois gêmeos dialogam:
- Você acredita em vida após o
parto?
-
Claro! Há de haver algo após o nascimento. Talvez estejamos aqui
principalmente porque nós precisamos nos preparar para o que seremos mais
tarde.
- Bobagem, não há vida após o nascimento.
Afinal como seria essa vida?
-
Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui.
Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos
com a nossa boca.
- Isso é um absurdo! Caminhar é
impossível. E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical nos
alimenta. Além disso, andar não faz sentido pois o cordão umbilical é muito
curto.
-
Sinto que há algo mais. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos
habituados a ter aqui.
- Mas ninguém nunca voltou de lá. O parto
apenas encerra a vida. E afinal de contas, a vida é nada mais do que a
angústia prolongada na
escuridão.
-
Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza
veremos a mamãe e ela cuidará de nós.
- Mamãe? Você acredita em mamãe? Se ela
existe, onde ela está?
-
Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela não
existiríamos.
- Eu não acredito! Nunca vi nenhuma mamãe,
por isso é claro que ela não existe.
-
Bem, mas ás vezes quando estamos em silêncio, posso ouvi-la cantando, ou
senti-la afagando nosso mundo. Eu penso que após o
parto, a vida real nos espera; e, no momento, estamos nos preparando para
ela.
AUTOR
DESCONHECIDO, mas muito, muito brilhante na
metáfora!
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Aula de português I
E na apostila do menino estava escrito:
Abriu um sorriso e voltou pra aldeia.
Encontre o sujeito.
Aldeia? De indios? Mesmo? Com ocas e tintas, com costumes e sem roupas?
Ou é uma aldeia global? Uma das tribos urbanas? Um grupo de rockeiros, de skin-heads ou de religiosos?
Voltou? Voltou mesmo? É possivel voltar se nem sei se sai do lugar?
É uma expressão simbólica ou é figurativa? Uma metáfora? Uma utopia? Ou tem alguma prova inegavel? Desculpa o ceticismo, mas eu tenho muitas pessoas comigo. Muitas vão e prometem voltar. Nunca voltaram.
Sorriso? É sorriso de verade? Com dentes e lábios arqueados? Mesmo? Ou é um smile ao contrário? É algo que universalmente se chamaria de sorriso? Ou é Monalisa? E se o sorriso de fato existir, que já duvido, é sincero? É do coração? Saiu de intsse ou do âmago? De um sentimento caridoso ou de bens materiais valiosos?
Por fim, esse sujeito que queres que eu ache, se é que de fato existe para eu encontra-lo, abriu. Mas ele abriu ? Do verbo? Ou é o quarto mês escrito errado? E se é verbo, ele abriu mesmo? Por que hoje todo mundo fecha. Só fecha. Fecha a cara, fecha conta, fecha o bar. Fecha o tempo, fecha um negócio que vai fechar monte de empresas. Vai demitir e fechar sonhos. Vai extinguir indios e fechar possibilidades de se expandir cultura.
Desculpa, mas não posso encontrar o sujeito com tantas dúvidas. O que vou falar pra ele quando o encontrar? Que feche a cara, queime a aldeia e suma do planeta? Professora, me deixe oculto.
Essa resposta é ficticia, confesso. Se fosse verdadeira, possivelmente o aluno teria zero sem direito de reclamação porque escreveu de lápis.
Abriu um sorriso e voltou pra aldeia.
Encontre o sujeito.
Aldeia? De indios? Mesmo? Com ocas e tintas, com costumes e sem roupas?
Ou é uma aldeia global? Uma das tribos urbanas? Um grupo de rockeiros, de skin-heads ou de religiosos?
Voltou? Voltou mesmo? É possivel voltar se nem sei se sai do lugar?
É uma expressão simbólica ou é figurativa? Uma metáfora? Uma utopia? Ou tem alguma prova inegavel? Desculpa o ceticismo, mas eu tenho muitas pessoas comigo. Muitas vão e prometem voltar. Nunca voltaram.
Sorriso? É sorriso de verade? Com dentes e lábios arqueados? Mesmo? Ou é um smile ao contrário? É algo que universalmente se chamaria de sorriso? Ou é Monalisa? E se o sorriso de fato existir, que já duvido, é sincero? É do coração? Saiu de intsse ou do âmago? De um sentimento caridoso ou de bens materiais valiosos?
Por fim, esse sujeito que queres que eu ache, se é que de fato existe para eu encontra-lo, abriu. Mas ele abriu ? Do verbo? Ou é o quarto mês escrito errado? E se é verbo, ele abriu mesmo? Por que hoje todo mundo fecha. Só fecha. Fecha a cara, fecha conta, fecha o bar. Fecha o tempo, fecha um negócio que vai fechar monte de empresas. Vai demitir e fechar sonhos. Vai extinguir indios e fechar possibilidades de se expandir cultura.
Desculpa, mas não posso encontrar o sujeito com tantas dúvidas. O que vou falar pra ele quando o encontrar? Que feche a cara, queime a aldeia e suma do planeta? Professora, me deixe oculto.
Essa resposta é ficticia, confesso. Se fosse verdadeira, possivelmente o aluno teria zero sem direito de reclamação porque escreveu de lápis.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Quem sou eu?
Quem sou eu?
Bem, meu nome é Luiz Cezar Oliveira Marinho.
Luiz , ideia da mãe, inspirada no nome da avó, Luzia. Luz, ou algo assim.
Cezar é pra imitar o pai, Antônio Cezar, meu pai: Um baixinho, invocado e militar.
Oliveira é das olivas da mãe;
Marinho das águas do pai.
Vejam só vocês!
Meu pai tem Silva desde rebento. Minha mãe, também. O Silva dela é de tempos de fralda. Pela lógica, eu quando nasci tinha que ser Silva, ter silva, fazer parte dos Silvas. Mas meu pai: Um baixinho, invocado e militar, disse que ia me salvar da maldição do Silva. Falava e berrava que um silva nunca chegaria lá. LU-Lá!
Mas assim, pra desgosta da familiriada Silva Toda ou Toda Silva, meu pai, o baixinho, inovocado militar, me des-silvou. Fez porque disse que eu não era todo Silva ou Silva Todo. Que eu não seria do povo da silva ou da Silva do povo. Que desgosto. Que desgosto pro meu pai.Pois não sou Silva no nome, mas sou Silva no sangue. Um Silva do povo com raizes que não estão na certidão de nascimento nem na minha cor européia branco clara. Mas está na sublinha da nacionalidade, da genética. Sou brasileiro. Um Silva brasileiro ou brasileiro da Silva. Das misturas da cor, dos lábios africanos, do olhar indigena, da pele portuguesa, da altura alemã e tantas outras misturas que os galhos tortuosos da minha familia escondem por aí.
Confesso que sem silva no nome mas um eterno brasileiro da Silva.
Luiz Cezar Oliveira Marinho. Esse sou eu.
Bem, meu nome é Luiz Cezar Oliveira Marinho.
Luiz , ideia da mãe, inspirada no nome da avó, Luzia. Luz, ou algo assim.
Cezar é pra imitar o pai, Antônio Cezar, meu pai: Um baixinho, invocado e militar.
Oliveira é das olivas da mãe;
Marinho das águas do pai.
Vejam só vocês!
Meu pai tem Silva desde rebento. Minha mãe, também. O Silva dela é de tempos de fralda. Pela lógica, eu quando nasci tinha que ser Silva, ter silva, fazer parte dos Silvas. Mas meu pai: Um baixinho, invocado e militar, disse que ia me salvar da maldição do Silva. Falava e berrava que um silva nunca chegaria lá. LU-Lá!
Mas assim, pra desgosta da familiriada Silva Toda ou Toda Silva, meu pai, o baixinho, inovocado militar, me des-silvou. Fez porque disse que eu não era todo Silva ou Silva Todo. Que eu não seria do povo da silva ou da Silva do povo. Que desgosto. Que desgosto pro meu pai.Pois não sou Silva no nome, mas sou Silva no sangue. Um Silva do povo com raizes que não estão na certidão de nascimento nem na minha cor européia branco clara. Mas está na sublinha da nacionalidade, da genética. Sou brasileiro. Um Silva brasileiro ou brasileiro da Silva. Das misturas da cor, dos lábios africanos, do olhar indigena, da pele portuguesa, da altura alemã e tantas outras misturas que os galhos tortuosos da minha familia escondem por aí.
Confesso que sem silva no nome mas um eterno brasileiro da Silva.
Luiz Cezar Oliveira Marinho. Esse sou eu.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
pacto
- Vamos fazer um pacto?
- Ein, você está falando comigo?
- Claro que sim. Você estava dormindo?
- E você não? São 3h, Ari. Durma!
- Antes, o pacto. Vamos fazer.
- Isso é como aqueles pactos do cuspe, do sangue de quando eramos crianças?
- Que cuspe, que sangue?
-Esquece. Você não teve infância. Desenvolva seu pacto que tenho que me enrolar no meu sono.
-Um pacto de plenitude. Com 3 pilares: Amor , cumplicidade e aventura. Temos que nos comprometer a cada dia buscar estas três bases com o outro, no caso eu com você e você comigo. Primeiro, entregar-se ao amor e as suas manias, fetiches, ondas e desejos. Para isso, precisamos tera cumplicidade no próximo e confiar que o outro está de coração. E por fim, buscar caminhos que saiam da monotonia, da breguice e dos caminhos impostos. O que acha? Vamos fazer esse pacto?
- zzz zzz zzz
- Amor?
Vai ver que era muito pra esposa de Ari. Talvez ela não tenha entendido, ou talvez ela tenha compreendido completamente, aceitado e colocado ele em prática imediatamente. Indo dormir pois era algo que ela queria fazer, sendo sincera com ele e também com suas necessidades.
Ou talvez, nunca se deva responder a um pacto deste. O que temos que fazer é aplica-lo na vida e buscar uma vida mais saudavel.
Paz e luz a todos!
- Ein, você está falando comigo?
- Claro que sim. Você estava dormindo?
- E você não? São 3h, Ari. Durma!
- Antes, o pacto. Vamos fazer.
- Isso é como aqueles pactos do cuspe, do sangue de quando eramos crianças?
- Que cuspe, que sangue?
-Esquece. Você não teve infância. Desenvolva seu pacto que tenho que me enrolar no meu sono.
-Um pacto de plenitude. Com 3 pilares: Amor , cumplicidade e aventura. Temos que nos comprometer a cada dia buscar estas três bases com o outro, no caso eu com você e você comigo. Primeiro, entregar-se ao amor e as suas manias, fetiches, ondas e desejos. Para isso, precisamos tera cumplicidade no próximo e confiar que o outro está de coração. E por fim, buscar caminhos que saiam da monotonia, da breguice e dos caminhos impostos. O que acha? Vamos fazer esse pacto?
- zzz zzz zzz
- Amor?
Vai ver que era muito pra esposa de Ari. Talvez ela não tenha entendido, ou talvez ela tenha compreendido completamente, aceitado e colocado ele em prática imediatamente. Indo dormir pois era algo que ela queria fazer, sendo sincera com ele e também com suas necessidades.
Ou talvez, nunca se deva responder a um pacto deste. O que temos que fazer é aplica-lo na vida e buscar uma vida mais saudavel.
Paz e luz a todos!
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