
A palavra é antes de mais nada, uma intrometida. Corre solta, corre livre. Para onde corre? Mistério. O professor pode ter sua palavra invadindo o íntimo dos seus alunos ou se perder no vácuo do entretenimento. A palavra pode consolar, ser o combustível para o sucesso, ser algo divertido e amena.... Mas a palavra pode magoar, partir coração, destruir sonhos, arrasar inocentes.
Dizem que o revolver é perigoso. Certamente é, mas não mais que a palavra. A bala pode matar, mas um de cada vez. Um simples SIM pode destruir um planeta inteiro.
A palavra é antes de mais nada subversiva. Se a comunicação fosse visual, seria mais sincera. Podíamos treinar a entender os tresjeitos,os olhares, os desejos... Só com a observação, sem precisar escutar uma palavra pra prosseguir ou parar. Mas quando dependemos da palavra,ela nem sempre é sincera. O corpo pode dizer que sim mas o verbo recua.
A palavra é antes de mais nada um atraso na corrida evolutiva. A palavra que sai pensada, vem enlatada nos pré-conceitos da sociedade. A palavra que vem instintiva pode vir crua, dura e cruel.
Por isso, faço um convite: só use a palavra para o bem.Só a use no último caso. Console com um abraço sincero, peça beijos intensos e não palavras de amor. Viva mais do que fale. Acumule experiências sem tantas necessidade de as contar a diante. Na hora certa, deixe que as experiências saiam de sua boca. Sinceras com todas as suas dificuldades. Humildes sem deixar que ela o torne o que você não é. Pura como a palavra sincera deveria ser.