sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Vida sem rumo?

Li no blog da Mare, uma sonhadora como eu- Um texto, um protesto, um desabafo. Tão puro e sincero que não podia deixar de continuar no meu blog. Ela reclamava dos adultos que reprimem os mais novos nos seus sonhos. Adestra seres pensantes. Realmente isso ocorre. Mas e aí? O que fazer?

Fernando Dolabela é um escritor muito famoso na área que atua. Ele escreve sobre inovação, empreendedorismo mas eu o classificaria como “um cara legal que nos prova que vale a pena ser criativos e correr atrás dos sonhos”. Sempre sugiro o seu clássico livro: O segredo de Luísa. Uma ótima pedida pro natal.
Mas em uma palestra ele narrou um fato interessante: ele disse que ao ir na reunião de pais na escola da pequena filha dele, ele foi elogiado porque a menina era uma ótima aluna. Ele perguntou: - como assim, ótima aluna? A professora respondeu- Ela nas provinhas só tira 10 e na hora de colorir, pinta tudo nas suas devidas cores. Dolabela conta que ficou muito triste e a professora quis saber o porquê. Ele respondeu: “porque quando crescer, ela vai precisar pintar as cores erradas e precisa contestar avaliações tirando assim algumas notas baixas... Ela vai me dar trabalho.”

Continuando historinhas, há uma também bem interessante: Dizem que é piada mas eu a acho tão real...
Dizem que 100 atrás, congelaram um professor, um médico e um engenheiro. Deixaram eles assim por uma centena de ano até que descongelaram e viram como eles reagiriam voltando a sua área de trabalho. O primeiro foi o engenheiro. Ao voltar ao mercado, ele não reconheceu nada. Não sabia usar as calculadores científicas, não entendia como os prédios estavam arquitetonicamente feios e as pessoas gostavam e etc... Depois descongelaram o médico. Levaram ele ao hospital e ele quase teve um enfarto. Eram tantos aparelhos, outras especialidades, doenças novas....
Por fim, descongelaram o professor e o colocaram na sala de aula. Ele olhou para os alunos e voltou a dar a sua velha aula no seu velho esquema.

Não pretendo responder nada nesse post. Só acho que se algo está errado, por que não correr atrás de mudanças? Nós podemos. Nós somos o futuro. Esse país, as suas leis, suas revoluções , sucessos e declínios estão por nossa conta. O país agora é da nossa geração.
O que nós vamos fazer com ele?

2 comentários:

Luiza Callafange disse...

Olá Luiz. Concordo também com a frustração de minha querida amiga Mare, e vejo o quanto é importante o que tentou mostrar com teus exemplos. Temos uma geração em mãos...assustam as inúmeras possibilidades que ela nos oferece, e mais ainda o que poderíamos fazer. A questão é que são tantas coisas que acabamos um pouco perdidos, no fim. E há tantos que não nos compreendem, que não entendem que nós só gostaríamos de fazer algo por nós mesmos e pelos outros...A questão maior é...O que?
Tomei a iniciativa de te adicionar aos links que se encontram no meu blog, espero que não lhe incomode. Obrigada!

Mare disse...

Concordo plenamente com Fernando Dolabela. Tirar 10 em todas as provas não significa nada, nós precisamos inovar, precisamos de criatividade! Mas, me assusto toda vez que digo isso. Não me esqueço das redações que faço para a escola, sempre procuro fazer algo criativo, interessante... Sempre que faço isso, que me esforço e me dedico plenamente minhas notas caem e, quando faço algo correndo de qualquer jeito sem dizer nada com nada, apenas usando corretamente as estruturas de uma dissertação, talvez, minha nota aumenta. Acho isso ridículo. Quanto mais se usa da criatividade, menos valorizam.

Apesar disso, o futuro é nosso não deles. Precisamos esquecer o convencional, precisamos improvisar! Não importa o que eles digam, o mundo está um lixo devido a isso. Quem sabe, com um pouco de inovação, criatividade e um toque de mágica, não possamos construir um futuro melhor, um lugar mais bonito e harmônico?