quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Quem é você pra falar de amor?

Em um mundo que pra casar exige MBA de Gestão matrimonial e experiência de 8 anos em relações conjugais- Sem traição- me pergunto sinceramente o que estou fazendo aqui? Hoje em dia precisamos ter diploma até mesmo pra ficar calado. “O silêncio só é respeitado daqueles que não precisam mais opinar.” Pra mim, isso quer dizer que ele perdeu serventia e não que ficou mais culto. Mas eu não sei se tenho algo a acrescentar nesse mundo, então. Não sou o mais entendedor das relações amorosas e sou um defensor de cada caso é um caso. Quem sou eu pra querer falar de amor? Eu, um insensível solteirão, querendo dar palpite na vida amorosa alheia. Só pode ser piada. Talvez, eu acredite tanto nas pessoas e na possibilidade das coisas darem certas que esqueço de me apresentar de verdade. Quando dou uma sugestão, levanto os olhos, torço pra que algo aconteça; estou falando como um leigo. Sem pesquisa de mercado, indicadores financeiros e análise do histórico. Estou falando como poeta, amigo, escritor em busca da sensibilidade. Um cara que se move pela inspiração. Que corre atrás dos sonhos. Que apesar da barriga pula bananeira e é capaz de conseguir dar uma voadora pra ajudar os amigos. Um leigo. Um insensível. Um cara que não tem MBA de gestão matrimonial e muito menos experiência de 8 anos em relações conjugais- sem traição. Sou um eterno aprendiz. Um estagiário, por assim dizer. E não me arrependo disso.

Um comentário:

Mare disse...

Eu diria que tanto você quanto eu, com pouco, ou até talvez nenhuma, experiência, acho que somos mais do que muitos para falar de amor. Porque não é necessário MBA e blablabla de relações para dar certo. Quantos casamentos deram errado apesar disso? Acredito que possa dar certo e não há necessidade de casamentos. E, sobre traição, quem sabe, as vezes, seja necessário ocorrer uma para aprender a dar valor as coisas, claro, também, que há necessidade do perdão.