sábado, 10 de novembro de 2007

Biblioteca em doses

O garçom pirou. Deixou a biblioteca aberta e mandou a gente não ter pena. Chegamos covardes e meio destemidos. Tomei logo um gole de Veríssimo e kafka pra ficar meio doidão e irônico. Avancei e tomei sem fazer careta uma garrafa de Nietsche. Resolvi misturar tudo porque a biblioteca estava aberta e eu não podia desperdiçar. Abri uma caixa verde amarela e bebi Érico Verísiimo, Machado de Assis, Olavo Bilac e álvares de Azevedo. Nesse último chorei demais e resolvi sentar. Foi pior, o conforto faz a gente consumir mais e mais. Degustei Florbela Espanca e cecília meireles. quando já me achava intelectual demais parti para Walt Whiman e fiquei bradando como um velho capitão do mar. Depois, emendei com Shakespeare. Quando acordei havia ainda uns restos de dostoivesky e tive a pequena impressão que vi um copo de Marx.Me perguntei como Manoel Bandeira estava ali lado alado com Sófocles e Homero....
O garçom gritava algumas coisas incompreensíveis. Tinha um sotaque do sr Trovões mas nem acho que ele Maurice druon. resolvi bebericar um veríssimo pra sair com ironia eantes que ele reclamasse dei uma golada em aluísio De azevedo...
O garçom, que agora resmungava em outra língua, fechou a biblioteca sem antes verificar que eu n~çao ia tentar arrombar a porta. claro que não faria iso. Vou esprar pelo seu próximo impulso de solidariedade.

3 comentários:

yoko disse...

nem só de doses vive o álcoolatra. Ou melhor, de doses generosas e com pouco gelo.

*sempre imaginei bilac com uma cera aura verde.

yoko disse...

eu quis dizer certa e não cera...

Paty Augusto disse...

Depois vc fala de mim... Olha esse texto! Perfeito! Adorei! Principalmete por conhecer boa parte das "bebidas" citadas... Adoro ler o que vc escreve, me delicio a cada texto.