quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Trapaças, mentiras, erros, enganos....

Nossa, como você cresceu. Nem parece aquele menino que eu fazia ninar. Não tinha essas marcas de sangue e essas bolsas roubadas. Bala era de leite, lembra? Com açúcar mascavo. Você adora me ver fazendo... Dizia que eu tinha mãos de fada... E eu, toda orgulhosa. Hoje você não quer mais minhas balas, não é mesmo?
Não consigo te prender em casa por uns gostosos caramelos. Hoje você é da vida. E nem sua vó com mãos de fada pode te trazer de volta. Mas se um dia der tempo, venha aqui chupar umas balinhas de leite. Prometo te contar uma daquelas histórias que você adorava ser ninado. prometo fazer você suspirar como fazia quando criança. Se os Homens deixarem, vou abraçar você mesmo com esse sangue. Você me deve um suspiro. Pelo menos o último. Eu bem que tentei avisar. Essas balas de hoje em dia não são tão açucaradas como as minhas de açucar mascavo.

4 comentários:

Paty Augusto disse...

Um texto lindo, porém triste... Triste por retratar tão bem a realidade. A gente se esquece que os "bandidos" da atualidade também tem mãe, já foram crianças e já chuparam balas de caramelo... O que será que deu errado?

Mare disse...

Bem que o mundo podia crescer e mudar para outros rumos a partir de agora, não?

Deise disse...

Sumi da internet por uns dias e cheguei aqui e ví váários textos maravilhosos.
E é como comentamos no msn, é engraçado como nós acabamos escrevendo sobre coisas semelhantes, sem querer!
Adorei o texto sobre amadurecimento.
E este, só me faz pensar como o amor de mãe é eterno e incondicional.
A coisa mais maravilhosa do mundo!
Grande beijo e bom final de semana.

Luiza Callafange disse...

Iria ser tão bom se as pessoas pudessem sentir esse doce gosto das antigas balas...As de hoje podem ser tão doce quanto, mas o que as torna assim é artificial e mascarado....