quinta-feira, 15 de novembro de 2007

sem comentário



Ei, deixa eu entrar. Não me pergunte nada, não queira saber porque de tantas lágrimas. Eu só quero aqui ficar, calado. Te olhando, do seu lado. Me acalma, com seu olhar.Me apalpa, até eu relaxar.
Não me questione o que eu fiz. De onde vim, porque estou assim.. Não vai dar, meu bem, pra te explicar.
Mas me senta ali no mesmo sofá. Me faz um café daquele amargo. Me dá um beijo, depois um abraço. Quero dormir com seu afago.
Não me acorda se eu soluçar. Talvez ajude a magóa, controlar. Me deixe quieto no meu cantinho. Eu só quero do seu lado, ficar.
Me dá um beijo, e não se importe se eu não te corresponder. Um dia, eu pago a mesma forma pra você.
Deixa eu ficar no meu cantinho. Te olhando, preocupada. Não faça bico, não faça nada. Fique aqui me acalmando. Eu só preciso do seu café amargo e do seu abraço!

domingo, 11 de novembro de 2007

Vida sem rumo

Juro que vou tentar me controlar. Contei até 10, tomei um chazinho de camomila mas ainda assim posso desabafar com ira sobre este assunto. É que sempre chega fim de outubro e início de novembro me desespero com vestibular. Não por mim, é claro! Estou formado, mas fico uma pilha de nervos pelos pobres jovens que tem que fazer esse exame idiota que não prova nada. Não disse que só um chazinho não ia adiantar?

Vestibular e adestramento. Até hoje não vi diferença.
O aluno é adestrado a fazer uma prova de 5 horas com questões desnecessárias para “passar pra uma nova etapa”. Os que passam, vão pra faculdade e como pr~emio podem esquecer todas as decorebas inúteis que foram forçados a saber. Os outros recebem feno em cursinhos pré vestibular pra continuar o treinamento até aprender a pular mais alto. Luis Fernando Veríssimo sugeriu em uma de suas crônicas que o vestibular fosse soltar os candidatos no meio da Amazônia . E os que conseguissem sair estavam automaticamente classificados. As mães dos outros quando perguntado da sorte de seus filhos poderia responder emocionada: ele foi um dos que não voltou. Em vez de “é um burro que tomou ferro”. Em uma reportagem , vi um pai idiota dizendo que seu nervosismo era maior que do garoto. O menino pálido e o progenitor imbecil lá tranquilão conseguindo até sorrir.
Sei que estou perdendo a linha. Já pedi mais algumas xícaras de camomila pura com maracujá pra ficar mastigando ...
O que não acho justo é que o ensino de anos seja testado em algumas horas onde uma simples dor de barriga pode adiar um sonho por um ano. A complexidade desse sistema está em passar não os mais informados, inteligentes e sim, os mais adestrados. Eu fiz vestibular pra 6 lugares. 4 , eu queria demais e segui as normas padrões de dormir cedo, me alimentar bem e fazer a prova descansado. Em 2 outros lugares, eu sem achar que passaria, não me empenhei, fui a festas no dia anterior e dormi mal. Passei nesses e não nos outros.
Isso prova o que? Que quanto menos pressão, melhor o nosso resultado.


Para refletir: Que me importa se o médico que vai fazer uma cirurgia em mim, passou no vestibular A ou B? o que me importa é que ele tenha aprendido durante a faculdade e que faça o melhor pois eu confio minha vida a ele. Se ele sabe dissertar sobre o papel social do cinema, isso aí é extremamente desnecessário pra ele...
Garçom, camomila na veia e pode fechar a conta!

sábado, 10 de novembro de 2007

Biblioteca em doses

O garçom pirou. Deixou a biblioteca aberta e mandou a gente não ter pena. Chegamos covardes e meio destemidos. Tomei logo um gole de Veríssimo e kafka pra ficar meio doidão e irônico. Avancei e tomei sem fazer careta uma garrafa de Nietsche. Resolvi misturar tudo porque a biblioteca estava aberta e eu não podia desperdiçar. Abri uma caixa verde amarela e bebi Érico Verísiimo, Machado de Assis, Olavo Bilac e álvares de Azevedo. Nesse último chorei demais e resolvi sentar. Foi pior, o conforto faz a gente consumir mais e mais. Degustei Florbela Espanca e cecília meireles. quando já me achava intelectual demais parti para Walt Whiman e fiquei bradando como um velho capitão do mar. Depois, emendei com Shakespeare. Quando acordei havia ainda uns restos de dostoivesky e tive a pequena impressão que vi um copo de Marx.Me perguntei como Manoel Bandeira estava ali lado alado com Sófocles e Homero....
O garçom gritava algumas coisas incompreensíveis. Tinha um sotaque do sr Trovões mas nem acho que ele Maurice druon. resolvi bebericar um veríssimo pra sair com ironia eantes que ele reclamasse dei uma golada em aluísio De azevedo...
O garçom, que agora resmungava em outra língua, fechou a biblioteca sem antes verificar que eu n~çao ia tentar arrombar a porta. claro que não faria iso. Vou esprar pelo seu próximo impulso de solidariedade.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Sutileza, que nada!

"Luiz, você é sutil como um javali" Gabi Costa

Dizem que é na sutileza que o mundo apresenta as mudanças. Não sei quanto a vocês, mas sutil, meu mundo nunca foi. Vive me aprontando na cara dura. Sem muita finesse, sem nada! Talvez eu, grosso e bronco desde criança, não aprendi a arte do jeitinho e passei desapercebido. De qualquer forma, acho um erro de ser privado do mundo sutil. Nunca fiz parte. Nunca mesmo! O primeiro beijo demorou por essa razão. pelo menos, é minha hipótese. Certo que eu era e ainda sou lerdo; mas demorou muito para ver o sinal verde. Já o sinal amarelo, só vejo depois que avanço. Somente. E tenho as marcas de tapa na cara para provar. Testes e provas escolares com pegadinha sempre foram um desastre pra mim. Guardo meus boletins com sarampo também validando minhas afirmações.

Talvez seja uma desculpa, mas seria bom eu sentir as mudanças em etapas. Ninguém nunca me ensinou a fazer isso. Devo pedir indenizações ou já chegar quebrando tudo?

Bem, e esse blá blá blá todo é para que? Simples. Passei hoje pela Lagoa Rodrigo de Freitas e vi que estão montando a árvor de natal da Bradesco Seguros. Ou seja: O natal está chegando. Ou seja: Eu que já estou sem dinheiro, vou ficar ainda mais pobre comprando infindáveis presentes. Sem me planejar e nem mesmo esperar o maldito décimo terceiro. Planejamento é sutil demais para mim. E mais uma: no natal, sempre engordo. Que falta de sutileza!

três observações

Quando eu tive que mudar de ambientes, eu reparei que o número de fumantes no mundo havia diminuído. Quando voltei a frequentar os lugares de antes, percebi que não. eles apenas não saem das suas origens...

Esse pessoal tenta colocar marca, criar neologismo que muitas vezes são mal interpretados. Uma cooperativa do rio criou o nome Transalternativo coop. Pô, eu não sei se sou malicioso demais, mas pensei em tudo menos em um meio de transporte.

E a última observação é pra todos que passam momentos de garra. Fiquemos com abela poesia e um bom dia a todos!
“Seu legado é a coragem,
sua lição, a verdade,
sua arma, o amor.
Sua vida é o seu momento.
Ele agora pertence à Humanidade.”

Gandhi, por Louis Fischer

sábado, 3 de novembro de 2007

saudade

hoje acordei com saudade... E pra não deixar passar, uma poesia feita para um grande amor do passado...
saudade!


cada tempo, tem seu tempo.
Cada dia, tem seu instante.
Cada hora, tem um sentido.
Cada minuto, temos um motivo
Cada segundo, uma busca
Do meu lado : Você
Cada ação, tem uma reação
Cada meio, tem um fim
cada escolha, tem dois lados.
cada sorriso, um prazer
Cada prazer, uma cumplicidade
Do meu lado : Você
Em cada palavra, confidência
Em cada gesto, afeto
Em cada ousadia, respeito
Em cada abraço, um paraíso
Em cada olhar, incerteza
Do meu lado : Você
Em cada verso, um motivo
Em cada motivo, determinação.
Em cada tentativa, escolhas
Em cada escolha, uma certeza
Seja qual for o rumo a ser seguido,
em cada estrada a ser trilhada
Você do meu lado sempre!