quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Pizza em Brasilia

Ensinam a dizer eu, mas deviam começar com nós.
Ensinam a brincar, mas talvez deviamos começar com democracia.
Ensinam a não chorar e não gritar.
Enlataram você, meu amigo.
E assim como eu, vimos um mundo doente caindo nos nossos pés.
E em vez de segurar, afastei o pézinho de porcelana pra não me machucar.
Ensinaraam-me a correr atrás do Ipod não do meu sonho.
Ensinaram-me a amar o natal, mas só dos presentes.

Ensinaram-me errado....
E agora, estou tendo que aprender tudo de novo e do jeito certo. pelo menos mais justo!

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Para os Arnaldos e Sérgios

Não se trata de vinte centavos. Concordo. É como depois de ter um copo repleto, tentar colocar uma gotinha a mais, transbordar e botar a culpa na coitada. O problema é o copo cheio. Estar de saco cheio. Com todas as impunidades, o desrespeito, os abusos de poder, as corrupções. Se a passagem aumentasse junto com melhorias nos transportes, nas vias e ruas, tudo bem. Tenho certeza que não teria o movimento que teve. O Arnaldo vem dizer que não são ativistas, que não sabem e nunca souberam fazer revoluções. Vai ver que é porque ele é de outro tempo e a internet se aliar aos interesses para marcar passeatas no Brasil inteiro seja muito pra ele. O código Morse ficou pra trás.
O que estão reinvidicando? Estão cansados de governantes como o Serginho que não consegue nem formular uma frase na frente das câmeras.Que tem que pensar em não ferir seus aliados e esquece que o próprio povo que o elegeu  não aguenta mais as omissões de itens fundamentais. Porque a Copa, Olimpíadas, turismo se fazem necessários. Mas o povo existe antes da copa e vai continuar depois que a taça for entregue. E o povo? Na visão do Arnaldo, pelo visto, o povo está bem. Porque o Doutor Arnaldo não anda de ônibus, nem de metrô e mal vive no Brasil. Sabe Doutor Arnaldo, não sei daí de cima, mas aqui embaixo as coisas estão fedendo. E essas pessoas que pulam e gritam na tela da sua TV de Led não estão encenando e nem vivendo uma revolução do passado. Estão usando as armas atuais e tentando fazer barulho para um problema que, de fato, está os incomodando.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Tire da tomada e vem pra vida

Ele tecla, tira foto, posta, curte, compartilha, pina, twitta, linka, faz upgrade, upload, feed, tem bookmark, faz storytelling.
Mas não brinca, não ri, não sorri, não se lambuza, não se joga. E é isso que me preocupa nessa nova geração... Será que estou errado, sendo careta, anti-tecnológico ( e postando em um blog antiquado)?
Sei lá, mas essa postura eu não curto! Vamos viver!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

A lua...

Hoje olhei para a lua e vi uma dentuça. Uma menina no escuro com aqueles dentões branquinhos reluzindo. Sorri por não estar vendo apenas um satélite. ´´E um avanço".
Porque minha teoria é que existem dois tipos de gente. Os que veem a bola de queijo, o rasgão na toalha de Sâo Pedro ou a terra de São Jorge e aqueles que veem a lua.
Os primeiros sonham, brincam, se iludem, caem, choram, gargalham, festejam, vivem. Os outros vivem. E uma vida sem graça, sem charmes, sem aventura.
Eu por muito tempo, tive medo de estar me tornando um cara que fala apenas de lua como um obstáculo do universo. De falar da importância da chegada do homem até ela, de como ela pode se tornar uma excelente expeculação imobiliária...
Fiquei com medo de me tornar tão cinza e apagado como Flicts de Ziraldo ao achar que não tinha valor.
Mas a vida me ensina a crescer com sonhos. Conciliar a conta do aluguel com poesias, apesar de ainda estar difícil desabrochar todos os versos que sonho.
E dessa forma, ao ver que a lua é muito mais que uma coisa redonda no céu, abro um sorriso.
Porque  a lua é uma bola que alguem chutou muito alto e nunca voltou.
É um prato quando está cheia, é um sorriso quando está crescendo e um bumerangue quando está minguante.
Para você, o que é a lua?
Se ela for mais do que é, está ótimo.

domingo, 20 de janeiro de 2013

das bolhas para o ovni

Sabão.... Bolhas de sabão sobem na minha frente e me ttransferem para dias de infância com pés pequenos correndo atrás das pequenas circunferências quase transparentes que dançavam pro céu ou pro chão e faziam a alegria dos presentes.
E percebo bem, e e não eram bolhas de sabão... Não estou na infância, meus pés normais e grandes vestidos com roupa de festa. Sim, estou em um bar tomando um cocktail e possivelmente todas as reminiscências alertam que já bebi demais. A tal dança que veio na minha cabeça é um simulacro dos meus passos tortos tentando chegar até um local mais seguro.  Mas os passos agitados não permitem um andar seguro. Sinto-me  um alienigena no meio de beberrões endoidecidos que só querem prazer e orgia. Chego em uma cadeira, um casulo, um disco voador e enquanto a música fica cada vez mais psicodélica, me isolo na minha bolha de sabão, no meu planeta distante segurando e ingerindo meu passaporte para o escapismo: o cocktail de morango.


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

noite de histórias em casa

Começa o dia transbordando de rotina e termina na grande roda de improviso da vida. Na sala, pessoas com sorrisos perdidos, contando histórias do passado, buscando resgate. Qual a palavra mesmo? Reminiscência. No meu íntimo, uma certa inveja de não ter cabelos brancos e por isso não possuir o mesmo baú de fatos, datas e histórias.Mas também um privilégio de poder ouvi-las e captar suas histórias. E todas começavam com um... Aquela vez ou Teve um dia na época de Vargas. Pronto, e lá iamos nós fascinados embarcar naquela nau de naftalina com navegantes nada convencionais. E a poesia nos contamina, prolifera, nos envolve e alimenta.E eu até arriscco, agora, com o cessar da noite, me aventurar na contação de história. Aqui, no silêncio do mundo virtual com meus poucos mas maravilhosos leitores. Porque posso não ser um mago das palavras, um sedutor do discurso e nem ter histórias de dar inveja a Tom Sawyer. Mas sou um amante das memórias e sempre que posso arriscarei revitaliza-las, sem o glamour que elas merecem, mas com todo empenho que puder passar.