domingo, 29 de abril de 2012

É preciso calibrar.
Preciso parar e lembrar do oxigênio.
Faz tempo que não olho pra dentro, não pergunto cadê eu.
Perco-me no meu instinto e meus devaneios.
E sempre me acho na noite agitada de insônia que me lembra que avida deveria ser um sonho.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

E ele chega

Grilinho- E enfim, chegou. Te pegou desprevenido, naquele momento que você relaxou na trincheira, aquele suspiro mal dado, aquele deslize da seriedade. E o amor te pegou de jeito. Te jogou na parede, te encurralou em uma rua escura e fria que magicamente pareceu florida e perfumada. E os problemas sociais se esvairam, as críticas, as ofensas e lamentos ficaram pequenos como uma vírgula na Bíblia.

- Quando dei por mim, estava lá, amando. Com braços trêmulos tentando fazer um cafuné. No fundo, um Arpoador todinho pra nós. Sei que não conta. Quem resiste com as belezas do Rio? Mas o sentimento de plenitude continuou até no ônibus nas ruas esburacadas do Rio. Não tinha mais jeito: Se aquela sensação continuava em horário comercial de um calor de 40º, o amor realmente entrou solando a porta.

Grilinho- E já não tem mais nada pra fazer. Agora, é só ir com calma e me ouvir. ... Luiz, quer parar de olhar com essa cara de bobo pra essa parede? Luiz!!!!!!!

quinta-feira, 8 de março de 2012

supercalifragilisticexpialidocious

Bom dia pessoal!
 No dia internacional da mulher, resolvi atualizar o blog com a grande pedagoga, babá e fantástica Mary Poppins. “Mary Poppins” é uma importante figura da cultura mundial. A época em que se passa seu filme de 1964,(Walt Disney) é na verdade 1910, marcando o fim de reinado de uma mulher à frente do maior Império da época: a famosa Era Vitoriana.
Na Era Vitoriana há uma importante reviravolta social, cultural e política decorrente do auge dos lucros  da Revolução Industrial e da expansão do Império Britânico.Contudo, um período onde os valores morais começam a perder escala em grande velocidade. Aí surge Mary Poppins.
O trabalho de Mary Poppins perpassa a educação e o carinho que os pais transferem às babás, mas deve tornar as crianças mais dóceis, felizes e esperançosas, que experimentam viagens fantásticas e que sabem retornar à realidade. E, uma vez que a família esteja reestruturada, seu trabalho se encerra e os ventos a sopram de novo para outros lares.
Mesmo sendo a primeira obra datada de 1934, Mary Poppins continua a encantar o público até hoje e nos ensinar valores de coragem, respeito, diferenças e, principalmente, que você pode sonhar e deslumbrar-se com a fantasia e a mágica, deixar viva a criança que há em cada um de nós, sem que isso implique anulação do adulto responsável. 
Desejo a todas as mulheres um dia extremamente supercalifragilisticexpialidocious! Que eu não sei exatamente o que significa, mas que é bom, eu garanto!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Oroboros

Trabalhar com roupa de adulto e olhos de crianças. É a roda, é a roda.
Meu objetivo profissional não é ganhar  dinheiro. Isso é uma mera consequencia depois de um dia divertido. Meu trabalho é buscar pessoas que tem brilho nos olhos e incentiva-las. Brincar de pique-pega e pique parede com aqueles que não possuem este brilho.
Sou caçador de brilho nos olhos. Não busco projetos, busco sonhos. Fujo das estatísticas, como gato da banheira. Porque elas mostram o que todo mundo consegue vê. Eu vou além delas, deixando-as como mero instrumento de conquista no último caso. Vou na picuinha, naquele senão, naquela voz da infância.
Já fiz clientes chorarem, mas com uma causa nobre: Encorajar a emoção no projeto, no trabalho, na vida.
Já se foi tempo que arte era exclusivamente incentivada nas aulas soturnas de arte do primário e no museu.
Abrimos a porta dela em todas as cavidades da vida. E eu exploro o desenho do engravatado, a poesia do engenheiro, o abraço choroso de um médico experiente.
Quanto mais envelhecemos, mais infantil precisamos ser para o peso da idade não nos sucumbir em um mundo cinza e chato.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

a gente reaprende.

Vivendo e aprendendo? Não tenho coragem para soltar essa frase clichê depois de tantos anos na escola da vida. Vivendo e se acostumando? Confesso que foi assim que passei muitos anos da minha vida. Vivendo e desaprendendo? Sim, porque é preciso limpar os terrenos. Vivendo e se iludindo? Não é bom, mas a ilusão é tão gostosa até o estourar da bolha... Vivendo e me analisando? Eternamente entendendo quem sou. Vivendo e caindo? Faz parte, faz parte. Vivendo e se reerguendo? Porque somos guerreiros que não desistem. Vivendo e reaprendendo? "Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi."

Vamos com tudo pra 2012!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Textos de internet com café quentinho. Parte 1

 
 
No ventre de uma mulher grávida dois gêmeos dialogam:

- Você acredita em vida após o parto?

- Claro! Há de haver algo após o nascimento. Talvez estejamos aqui principalmente porque nós precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.

Bobagem, não há vida após o nascimento. Afinal como seria essa vida?

- Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui. Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a nossa boca.

- Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta. Além disso, andar não faz sentido pois o cordão umbilical é muito curto.

- Sinto que há algo mais. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.

Mas ninguém nunca voltou de lá. O parto apenas encerra a vida. E afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.

- Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamãe e ela cuidará de nós.

Mamãe? Você acredita em mamãe? Se ela existe, onde ela está?

- Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela não existiríamos.

Eu não acredito! Nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que ela não existe.

- Bem, mas ás vezes quando estamos em silêncio, posso ouvi-la cantando, ou senti-la afagando nosso mundo. Eu penso que após o parto, a vida real nos espera; e, no momento, estamos nos preparando para ela. 


AUTOR DESCONHECIDO, mas muito, muito brilhante na metáfora!