Acabou o BBB. Maria ganhou Entre mau mau e Wesley deve acabar escolhendo uma terceira opção. Na política, Jair Bolsonaro continua nos enchendo de desgosto. Em são Paulo, a gente tem Tiririca que não faz nada mas respeita o povo...
O que somos e o que queremos ser?
Telespectadores passivos? Tomara que não. Mas hoje percebo que muita gente está desligando a TV (OBA!!!!) e não fazendo nada. Nada? Nada... Mas que tal ler um livro? Cansa... Conversar com amigos? A internet está lenta. Ir num bar e encontra-los pessoalmente? Está perigoso. Então, o que você vai fazer? nada... Pensando bem, vai ver Big Brother.
Pra concluir, estava em um ônibus quando pasamos por um desastre. Já pensei naquela cena de várias pessoas se levantando pra ver o que estava acontecendo. Mas não. Ninguem se moveu. Não levantamos os olhos, ninguem teceu comentários.
O ônibus passou e meu medo aumentou.
Eu sou totalmente contra evidenciar tragédias, exibir o sensacionalismo e tudo que envolva sangue, nudez e vícios excessivamente.
Mas omissão é bom pra quem?
Eu até hoje nunca conheci quem não gostasse de Borra. Sem malícias e delícias, borra é aquele líquido mais grosso do café e do nescau. É onde fica todo o açúcar que apesar de ser proibido pelos médicos, é o melhor da bebida. Borra de vida evidencia os momentos doces e incríveis e nos convida a partir para uma viagem pelo lado tão bom e tão esquecido da vida. A viagem é arriscada e pode nos fazer não querer mais voltar a nosso mundinho cinza. e daí? Vale a pena o risco.
quarta-feira, 30 de março de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
Persistir e acreditar
Para os leitores atentos, existe sim um texto de 2009 com esse título. Para os leitores desavisados, relaxem: trata-se de um novo texto, uma nova era.Na época, escrevi sobre uma aluninha minha que definiu muito bem a diferença entre as duas palavras e terminou sentenciando: "Muitos acreditam, poucos persistem". Na época, eu fiquei embasbacado e foi por causa dela, uma menina de 11 anos de idade que passei a buscar a educação com mais empenho e vontade.
Hoje, escrevo renovado. Com um raio de sol que brilha no horizonte depois de uma noite fria e sinistra. Eu, no alto de um penhasco. Para alguns, um guerreiro por ter chegado tão alto. Para outros, um suicida, pois estava há um passo de uma queda lamentável. Não, em nenhum momento pensei em pular, mas confesso que a vontade de voltar ou de me esconder ou correr para a saia da mamãe pedindo colo e cobertor foi enorme. Mas inisiti na jornada e cheguei no alto do penhasco. A noite fria, então, começa a se dissipar com os raios de luz que penetram tímidos no véu negro. A paisagem começa a constrastar no ambiente e é possível ver as curvas dadas no escuro, os obstáculos superados pela intuição e algum conhecimento prévio de faculdade e amigos.
Eu comecei a subir menino , ingênuo. Hoje, me vejo no alto, homem.A bagagem de menino sonhador é muito parecida. Ainda ando com a bandeira da transformação e com a faixa de sonhador rotulada pelos zombeteiros, esses que sem querer ajudam o nosso progresso.
É certo que agora, deslumbro mais caminhos, em estradas muitas vezes desertas, áridas e sem luz. Parar é impossível para um sonhador com a bandeira da trasnformação.
Incrível é ver o mundo e se orgulhar de fazer parte dele e de ser um dos que buscam o melhorar.
Lembrei novamente de minha aluninha de 12 anos. E falo baixinho, para que em sussurros, talvez ela ouça onde estiver: Eu acredito e persisto. Vamos em frente!
quarta-feira, 9 de março de 2011
saudade, deixa ela aumentar
Deixarei a saudade aumentar,
se assim for de seu interesse.
mas aviso, sinhá moça, desde cedo.
Que não aprendi a me temperar.
Sou pele, menina, sou toque.
Não falta na cesta abraço e cafuné.
No meu lugar, quero que se coloque
e me diga como privar o que não puder?
Sou pegada, dengo, beijos e carinho.
Não há como mudar anos de progresso.
Sou mão dada, sexo e falar baixinho.
Por isso não queira me travar, o que te peço.
se assim for de seu interesse.
mas aviso, sinhá moça, desde cedo.
Que não aprendi a me temperar.
Sou pele, menina, sou toque.
Não falta na cesta abraço e cafuné.
No meu lugar, quero que se coloque
e me diga como privar o que não puder?
Sou pegada, dengo, beijos e carinho.
Não há como mudar anos de progresso.
Sou mão dada, sexo e falar baixinho.
Por isso não queira me travar, o que te peço.
terça-feira, 1 de março de 2011
Levanta, sacode a poeira

É agora! Não adianta deixar pra depois. Depois de tanta marola, depois de tanta pancada, depois de toda essa porrada, é tempo de reagir. Já caimos, já, choramos, já nos desesperamos. Tudo foi importante e necessário. Vamos que vamos, vamos pra frente, buscar a vida, novas correntes, novos segmentos.
União com amigos, família, com aqueles que nos fazem bem. é preciso fazer uma corrente de gargalhada pra espantar o sombrio. É preciso abraços sinceros pra espantara solidão. Dá urros de alegria pra espantar de vez a depressão. Trabalhar no bem, nas questões que auxiliem a reforma íntima.
Pra sair do buraco tem que usar os próprios braços. Tem que querer de fato. Tem que olhar pra dentro e ter humildade pra saber que ainda tem muito parafuso solto, mas também se orgulhar da caminhada penosa e produtiva feita até então.
Tem que olhar pra fora e agradecer porque tem gente que está enfrentando problemas muito mais graves. E com esse mesmo olhar, ceder um pouco do seu precioso tempo pra auxiliar o próximo.
Vamos que vamos!
A hora é agora porque não temos outro tempo. Ou talvez, nunca tivemos tempo algum.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
O último Dejà Vu
Acabou. Não tem mais novo pra se ver, pra admirar. Tudo é passado, é velho, é rotina. Acabou. Ninguém sabe como e muito menos porquê.
Deram uma festa e esqueceram de te chamar. Abraçaram todos os braços mas os seus sobraram. Brindaram o futuro e o seu copo não tilintou.
Você desce, vai pra rua, tenta morrer pra mostrar que está vivo. É banal, é costumeiro, é clichê.
Você não consegue nem morrer em paz, você não consegue mostrar que está vivo.
Você abre seu armário e as roupas tem etiquetas . Devem ser pra ajudar a se vestir, mas você nunca viu isso. Mas não há nada pra ver. Seu terno já foi escolhido. O caixão é ac0olchoado e o buffet começa as 15 horas. você nunca tinha visto tanta comida e bebida. e apersa de ser em sua homenagem, você é o único que não pode consumir nada. Regras , etiquetas, paradigmas.
Você deita e implora pra fecharem o caixão, mas eles , até nessa hora, te ignoram. Só fecham na hora que querem.
Até que o vinho acaba e resolvem ir embora. Um por um, vai saindo, se despedindo de todos, menos de você, lá deitado, jogando paciência sozinho. caixão aberto. todos saem, ninguém fecha. E você fica lá se perguntando: Se morri, por que não me enterram? Qual foi a causa da morte? Onde está o paraíso? Mas ninguém responde. Você simplesmente não tem mais significado. E nem pode descansar em paz. Vida longa ao defunto chamado relacionamento moderno.
campanha: Viva o ponto final, pare com reticências no amor.
Deram uma festa e esqueceram de te chamar. Abraçaram todos os braços mas os seus sobraram. Brindaram o futuro e o seu copo não tilintou.
Você desce, vai pra rua, tenta morrer pra mostrar que está vivo. É banal, é costumeiro, é clichê.
Você não consegue nem morrer em paz, você não consegue mostrar que está vivo.
Você abre seu armário e as roupas tem etiquetas . Devem ser pra ajudar a se vestir, mas você nunca viu isso. Mas não há nada pra ver. Seu terno já foi escolhido. O caixão é ac0olchoado e o buffet começa as 15 horas. você nunca tinha visto tanta comida e bebida. e apersa de ser em sua homenagem, você é o único que não pode consumir nada. Regras , etiquetas, paradigmas.
Você deita e implora pra fecharem o caixão, mas eles , até nessa hora, te ignoram. Só fecham na hora que querem.
Até que o vinho acaba e resolvem ir embora. Um por um, vai saindo, se despedindo de todos, menos de você, lá deitado, jogando paciência sozinho. caixão aberto. todos saem, ninguém fecha. E você fica lá se perguntando: Se morri, por que não me enterram? Qual foi a causa da morte? Onde está o paraíso? Mas ninguém responde. Você simplesmente não tem mais significado. E nem pode descansar em paz. Vida longa ao defunto chamado relacionamento moderno.
campanha: Viva o ponto final, pare com reticências no amor.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
meu novo quem sou?

Sou um toque delicado. mas tão delicado que você nem sentiu.
Sou um vento, uma brisa, um suspiro, uma leve respiração, uma minúscula movimentação do ar. E da mesma forma, você não notou minha presença.
Sou um olhar anônimo na sociedade. Tão anônimo, tão entranhado na selva de globos oculares que passei despercebido.
Sou uma pegada no meio de uma romaria, uma gotícula de uma extravagante cachoeira. Ou então uma nota quartifusa em um concerto de 6 horas de duração.
Alguns podem me resumir como insignificante. Tudo bem, estão no direito. Mas sem meu toque delicado, você talvez não tivesse força pra levantar nem um suspiro, nem essa breve respiração. E talvez não fosse pra rua e usasse todos os seus olhares em tudo que chama atenção e naquilo que completa paisagem. E sem a minha pegada no meio da sua caminhada pra vitória, talvez você tropeçasse, caisse, rolasse ao chão. Sem força pra se banhar na cachoeira ou ir a um espetáculo musical. E dessa forma, sem força pra sorrir, pra encarar o lado bom da vida e até mesmo pra viver.
Sim, sou uma pequena parte do todo. Praticamente invisível mas indispensável no conjunto da obra. Juntos fazemos motores roncarem, revoluções estourarem, primaveras reinarem.
Sozinho, sou desprezível. Mas tenho um segredo pra você, meu caro amigo:
EU NUNCA ESTOU SOZINHO.
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